A Universidade de Curtin, na Austrália, anunciou a disponibilização de bolsas de estudo para estudantes angolanos a partir do próximo ano letivo, abrangendo programas de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento. A iniciativa representa um passo significativo no reforço da cooperação académica entre Angola e a Austrália, abrindo novas oportunidades de formação internacional para jovens angolanos.

O anúncio resulta de um processo negocial desenvolvido no âmbito da visita oficial do embaixador de Angola na Austrália, António Luvualu de Carvalho, à localidade de Bentley, situada a sul da cidade de Perth. Durante a deslocação, o diplomata manteve uma reunião de trabalho com a direção da instituição, com o objetivo de explorar mecanismos de cooperação no domínio do ensino superior e da formação especializada.
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O encontro deu continuidade a contactos anteriores e contou com a presença de vários membros da administração universitária, nomeadamente David Mickler, reitor do Centro para Questões Globais, Nigel de Silva, diretor para as Parcerias Globais, Lina Pelliccione, pró-reitora e presidente do campus da universidade nas Ilhas Maurícias (participou por videoconferência), Steve Brown, diretor do Centro de Educação Executiva, e Simon Winetroube, diretor do Centro de Estudos da Língua Inglesa.
Formação de professores e integração no sistema da Commonwealth
Para além das bolsas destinadas a estudantes, a Universidade de Curtin anunciou igualmente a abertura de vagas no âmbito do seu programa de formação de docentes. A medida permitirá que professores angolanos especializados no ensino da Língua Inglesa realizem formações complementares na Austrália.
O objetivo é capacitá-los para lecionar segundo os padrões do sistema educativo da Commonwealth, ampliando as suas competências pedagógicas e promovendo a harmonização com modelos internacionais de ensino. Esta vertente da parceria pretende contribuir para a elevação da qualidade do ensino da língua inglesa em Angola e fortalecer a qualificação dos seus quadros docentes.
A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de internacionalização e intercâmbio académico, permitindo a partilha de boas práticas, experiências e metodologias entre as duas realidades educativas.
Universidade de referência no panorama internacional
Fundada em 1900, a instituição consolidou-se como Universidade de Curtin em 1986, adotando o nome em homenagem a John Curtin, que assumiu o cargo de 14.º Primeiro-Ministro da Austrália em 1941 e é amplamente reconhecido pelo seu papel de liderança durante a II Guerra Mundial.
Atualmente, a Universidade de Curtin integra o grupo restrito do 1% das melhores universidades do mundo, segundo o Ranking Académico das Universidades Mundiais (ARWU) de 2025. A instituição acolhe cerca de 61 mil estudantes provenientes de 125 nacionalidades, incluindo vários países africanos, embora ainda não conte com estudantes de nacionalidade angolana.
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A sua oferta formativa é diversificada e abrange áreas estratégicas como Arquitetura e Construção, Ambiente e Sustentabilidade, Artes Criativas e Indústrias Culturais, Cultura e Sociedades Indígenas, Educação, Engenharia Mineira e Prospecção, Gestão e Negócios, Direito, Saúde, Informática e Tecnologia, Física, Matemática e Geociência.
Com esta nova medida, abre-se uma oportunidade concreta para estudantes e docentes angolanos integrarem uma instituição de referência internacional, reforçando a mobilidade académica e contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas e científicas alinhadas com padrões globais.

