A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a sua saída da relatoria do inquérito que investiga alegadas fraudes no Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, divulgada esta sexta-feira (13), a federação manifestou preocupação com aquilo que classificou como tentativas de criar um clima de desconfiança em torno do magistrado. O posicionamento é assinado por Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e pelo senador Ciro Nogueira (PI), líder nacional do Progressistas.
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No comunicado, os dirigentes afirmam ser “essencial atentarmo-nos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”. A nota acrescenta que eventuais ataques ao juiz conselheiro não atingem apenas a sua pessoa, mas também as instituições democráticas. “Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”, sustenta o texto.
A federação reitera ainda confiança na integridade do magistrado e afirma acreditar que “a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”.
Mudança na relatoria do inquérito e decisão colegial
A saída de Toffoli da relatoria do caso Banco Master foi acordada na quinta-feira (12), após uma reunião entre os membros do STF. A decisão foi tomada de forma consensual entre os ministros da Corte, numa tentativa de preservar a imparcialidade e evitar questionamentos adicionais em torno do processo.
O novo relator designado foi o ministro André Mendonça, escolhido por sorteio, conforme os procedimentos internos do tribunal. Caberá agora a Mendonça conduzir os desdobramentos do inquérito que apura eventuais irregularidades envolvendo o Banco Master.
O caso tem gerado forte repercussão política e mediática, dada a relevância institucional do Supremo Tribunal Federal e o impacto que investigações dessa natureza podem ter no cenário político nacional.
Divergências internas e reações de outros partidos
Apesar do apoio formal da Federação União Progressista, a posição divulgada não foi consensual dentro do Progressistas. Em nota própria, senadores do PP afirmaram que o comunicado não foi previamente debatido nem contou com a anuência da bancada no Senado, não podendo, por isso, ser interpretado como representativo dos parlamentares do partido.
NOTA OFICIAL
— Tereza Cristina (@TerezaCrisMS) February 14, 2026
A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos…
O texto é assinado pelos senadores Tereza Cristina (MS), Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT). No documento, os parlamentares sublinham que a posição oficial da federação não reflete necessariamente o entendimento da bancada no Senado.
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Também esta sexta-feira, o presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP), manifestou apoio à atuação de Toffoli e criticou o que classificou como um “linchamento moral de autoridades públicas”. Para o dirigente partidário, o debate público deve respeitar as garantias institucionais e evitar julgamentos precipitados.
O episódio evidencia não apenas a sensibilidade política em torno do inquérito do Banco Master, mas também as tensões partidárias e o impacto que decisões do Supremo podem ter no equilíbrio entre os poderes. Num contexto de elevada polarização, o caso reforça o debate sobre a independência judicial, a transparência dos processos e o papel das instituições na consolidação do Estado de direito.

