Os preços do petróleo registaram uma forte subida esta segunda-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerar “totalmente inaceitável” a resposta do Irão às propostas norte-americanas para pôr fim ao conflito no Médio Oriente. A tensão crescente voltou a abalar os mercados energéticos globais, numa altura em que o Estreito de Ormuz continua praticamente encerrado, comprometendo o abastecimento internacional de petróleo e gás.

PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
O barril de Brent, referência internacional para o mercado petrolífero, chegou a subir mais de 4%, atingindo os 105,94 dólares, antes de recuar para valores próximos dos 103 dólares por barril.
Trump rejeita exigências do Irão para cessar-fogo
Segundo informações divulgadas pela BBC, citando a agência semioficial iraniana Tasnim, Teerão respondeu às propostas dos Estados Unidos através do Paquistão, que tem atuado como mediador entre as duas partes. O Governo iraniano exigiu o fim imediato do conflito e garantias de que não haverá novos ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Em resposta, Donald Trump utilizou as redes sociais para rejeitar as condições apresentadas pelo Irão.
“As chamadas propostas dos representantes do Irão são totalmente inaceitáveis”, escreveu o Presidente norte-americano.
De acordo com o portal Axios, as condições impostas por Washington incluíam a reposição da livre circulação no Estreito de Ormuz e a suspensão do enriquecimento nuclear iraniano.
Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reforçou que a guerra só terminará quando as reservas de urânio enriquecido do Irão forem eliminadas.
Estreito de Ormuz continua a pressionar mercado energético
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, permanece praticamente bloqueado desde o início da guerra, a 28 de fevereiro. O Irão ameaçou atacar embarcações que tentem atravessar a rota marítima, em resposta aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.
Apesar de um cessar-fogo anunciado no início de abril para permitir negociações diplomáticas, os mercados continuam sob forte pressão devido à instabilidade regional e ao receio de novas interrupções no fornecimento energético.
🚨 Quer receber notícias em tempo real? Siga o nosso canal do WhatsApp!
Desde a entrada em vigor da trégua, a 8 de abril, o preço do Brent voltou a superar a barreira dos 100 dólares por barril, refletindo a volatilidade provocada pelo conflito.
Gigantes da energia beneficiam da subida dos preços
As grandes empresas do setor energético têm registado lucros elevados graças à escalada dos preços do petróleo e do gás nos mercados internacionais.
A petrolífera saudita Aramco anunciou que os seus lucros cresceram mais de 25% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2025. O diretor executivo da empresa, Amin Nasser, afirmou que o oleoduto transnacional da companhia se tornou “uma artéria crítica de abastecimento”, permitindo reduzir os impactos causados pelas restrições no Estreito de Ormuz.
Também a BP revelou que os seus lucros mais do que duplicaram nos primeiros três meses do ano, enquanto a Shell informou recentemente um aumento significativo dos seus resultados financeiros.
Crise energética poderá prolongar-se até 2027
Amin Nasser alertou ainda os investidores para a possibilidade de o choque energético provocado pela guerra prolongar-se até 2027, mesmo que o Estreito de Ormuz volte a abrir em breve.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
Segundo o responsável da Aramco, o mercado petrolífero enfrenta uma perda de abastecimento sem precedentes, estimada em cerca de mil milhões de barris de petróleo.
Dados divulgados pela Reuters indicam ainda que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) caiu 830 mil barris por dia em abril, fixando-se nos 20,04 milhões de barris diários, agravando os receios de escassez global de energia.


Que desespero, nem imagino o tanto de coisas que vão ser afetadas por conta dessa crise energética.