Trump ataca Starmer enquanto plano para Ormuz desmorona

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma nova investida contra o primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, após o seu plano para criar uma força naval multinacional destinada a reabrir o Estreito de Ormuz enfrentar dificuldades para avançar.

Keir Starmer
Trump ataca Starmer enquanto plano para Ormuz desmorona © Getty Images

Trump criticou a postura do Reino Unido e de outros países, incluindo Alemanha, Itália, Japão, Austrália e Grécia, que recusaram participar na missão de escolta de navios comerciais pela estratégica via marítima.

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Numa declaração, Starmer reiterou que o Reino Unido “não se deixará envolver numa guerra mais ampla” e sublinhou que o país está a trabalhar com parceiros europeus, do Golfo e com os EUA para desenvolver um plano coletivo credível.

O primeiro-ministro do Reino Unido sublinhou que a operação não se trata de uma missão da NATO, mas de uma ação conjunta destinada a proteger o tráfego marítimo e a responder à escalada nos preços do petróleo.

Tensões com aliados e receios de confrontos militares

Trump criticou duramente Starmer, afirmando ter ficado “muito surpreendido” com a posição do Reino Unido e questionando a necessidade do primeiro-ministro reunir a sua equipa antes de tomar decisões sobre a disponibilização de navios de guerra britânicos. O presidente norte-americano também expressou confiança de que o apoio do presidente francês, Emmanuel Macron, poderá ajudar a implementar a iniciativa.

Apesar das pressões de Washington, vários aliados declararam a sua indisponibilidade para a missão. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou categoricamente: “Esta não é a nossa guerra, nós não a iniciámos.”

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, acrescentou que a Itália participa apenas em missões defensivas no Mar Vermelho e não vê capacidade de expandir operações para Ormuz. Austrália e Japão confirmaram igualmente que não enviarão navios de escolta devido a limitações constitucionais e políticas.

Um petroleiro atingido por um ataque de drone do Irã
Tensões com aliados e receios de confrontos militares © ROYAL THAI NAVY/AFP via Getty Images

O Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo, tem sido alvo de ataques iranianos, provocando atrasos no transporte de combustíveis e uma crise energética global, com o preço do barril de crude a ultrapassar os 100 dólares. Especialistas navais alertam para os riscos elevados de escoltar navios comerciais na região, dada a ameaça de drones e ataques militares iranianos.

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Enquanto isso, a guerra no Irão tem causado impactos significativos no transporte aéreo internacional, com hubs estratégicos como Dubai, Doha e Abu Dhabi a enfrentar restrições e cancelamentos de voos. Na segunda-feira, um ataque a um depósito de petróleo levou ao encerramento temporário do Aeroporto Internacional de Dubai, apenas retomando operações algumas horas depois.

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