A Casa Branca advertiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “preparado para desencadear o inferno” contra o Irão, depois de Teerão ter rejeitado uma proposta de paz apresentada por Washington.

PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, caso o regime iraniano não aceite “a realidade actual”, os Estados Unidos poderão responder com uma força sem precedentes. “O presidente Trump não faz bluff e está preparado para desencadear o inferno”, declarou aos jornalistas.
Segundo a responsável, as forças militares norte-americanas estão próximas de atingir os principais objectivos da operação denominada Operation Epic Fury, estando mesmo “adiantadas em relação ao calendário previsto”. Acrescentou ainda que as ambições nucleares do Irão foram “esmagadas” e que o regime procura uma “saída”.
Irão impõe condições e nega negociações directas
Apesar das declarações de Washington, o Irão rejeitou formalmente a proposta norte-americana, classificando-a como “excessiva”. De acordo com fontes oficiais, Teerão apresentou cinco condições para pôr fim ao conflito, incluindo o fim das hostilidades entre Estados Unidos e Israel em todas as frentes e o pagamento de reparações.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, negou a existência de negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que apenas têm sido trocadas mensagens através de países intermediários. “Isto não é diálogo nem negociação, mas sim uma troca de mensagens através de países amigos”, afirmou numa entrevista à televisão estatal.
🚨 Quer receber notícias em tempo real? Siga o nosso canal do WhatsApp!
Ainda assim, Donald Trump garantiu que existem contactos em curso, afirmando que os líderes iranianos querem “muito chegar a um acordo”, mas receiam represálias internas.
Escalada militar e guerra de informação agravam crise
Em paralelo com a troca de declarações, os meios de comunicação estatais iranianos divulgaram imagens que alegadamente mostram um ataque com mísseis de cruzeiro contra um porta-aviões norte-americano, identificado como o USS Abraham Lincoln. Segundo Teerão, o ataque terá obrigado a frota naval a alterar a sua posição.
No entanto, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou categoricamente essas alegações, classificando-as como “pura ficção” e “informação falsa”.
Um comandante da Islamic Revolutionary Guard Corps afirmou ainda que o Irão lançou ataques contra cidades israelitas como Dimona e Haifa, descrevendo-os como uma resposta directa às ameaças norte-americanas.
Impacto económico e incerteza internacional
Apesar da escalada retórica e militar, os mercados financeiros reagiram positivamente à possibilidade de um eventual acordo. O índice FTSE 100 encerrou a sessão com uma subida de 1,4%, reflectindo o optimismo dos investidores.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
Os preços do petróleo também registaram uma descida, numa altura em que persistem expectativas de desanuviamento no conflito no Médio Oriente, ainda que o Irão mantenha uma posição firme e sem sinais claros de cedência.
Até ao momento, não houve confirmação oficial por parte de Teerão sobre os detalhes do plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, mantendo-se a situação marcada por incerteza e elevada tensão diplomática.

