Terceiro britânico com hantavírus: alerta em cruzeiro

Um terceiro cidadão britânico foi diagnosticado com suspeita de infeção por hantavírus, no âmbito de um surto associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, segundo confirmaram as autoridades de saúde britânicas. O caso junta-se a outros já identificados, num episódio que continua a ser acompanhado de perto por várias entidades internacionais de saúde pública.

Profissionais da saude recebem paciente em ambulancia
Terceiro britânico com hantavírus: alerta em cruzeiro © Misper Apawu/AP

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Casos confirmados e situação dos passageiros

A UK Health Security Agency (UKHSA) confirmou que dois cidadãos britânicos têm diagnóstico confirmado de hantavírus, enquanto um terceiro caso suspeito foi identificado na ilha remota de Tristão da Cunha.

Os dois pacientes com diagnóstico confirmado encontram-se hospitalizados, um nos Países Baixos e outro na África do Sul. Um homem britânico de 69 anos, internado em Sandton, em Joanesburgo, está a recuperar, enquanto outro paciente, Martin Anstee, de 56 anos, também apresenta evolução positiva após transferência para cuidados especializados.

No total, três mortes foram associadas ao surto. Entre elas, encontra-se uma cidadã neerlandesa que adoeceu durante uma viagem subsequente e acabou por falecer.

O navio MV Hondius, que transportava passageiros numa viagem entre a Argentina e Cabo Verde, continua agora a navegar em direção a Tenerife, onde deverá chegar no domingo.

Origem do surto e itinerário do cruzeiro

As autoridades ligam o surto a uma expedição de observação de aves na Argentina, realizada por parte dos passageiros antes de embarcarem no navio. O itinerário do cruzeiro incluiu escalas no Atlântico Sul, nomeadamente em Santa Helena a 24 de abril, onde desembarcaram 29 pessoas, incluindo sete britânicos.

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Entre os passageiros e tripulantes britânicos contam-se 19 passageiros e quatro membros da tripulação. Quatro cidadãos britânicos permanecem ainda nas ilhas do Atlântico Sul, enquanto outros já foram localizados fora do Reino Unido.

Medidas de contenção e resposta internacional

A World Health Organization (OMS) indicou que o risco para a população em geral é considerado baixo, embora admita a possibilidade de novos casos devido ao período de incubação do vírus, que pode chegar a seis semanas.

Também a European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) e equipas médicas internacionais estão a bordo do navio para monitorizar passageiros e tripulação.

As autoridades britânicas prepararam um plano de repatriamento com controlo rigoroso de infeção. Os passageiros e tripulantes assintomáticos serão transportados para o Reino Unido sob vigilância médica e deverão cumprir um período de isolamento de 45 dias.

A UKHSA, em conjunto com o Ministério da Defesa britânico, já enviou materiais de diagnóstico para Ascensão, incluindo testes PCR, enquanto equipas de saúde pública continuam a rastrear contactos em vários países.

Monitorização e evolução do surto

De acordo com a OMS, a situação a bordo do navio tem vindo a estabilizar em termos de bem-estar geral dos passageiros, embora a vigilância médica continue intensiva. Profissionais de saúde do Reino Unido e de outras instituições mantêm o acompanhamento permanente dos casos, incluindo contactos que já regressaram ao país.

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As autoridades sublinham que todas as medidas visam conter a propagação do vírus e garantir a segurança dos passageiros e das comunidades envolvidas, enquanto a investigação sobre a origem e evolução do surto prossegue.

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