Táxis voadores da Uber podem chegar a Londres até 2030

A Uber poderá lançar táxis voadores em Londres até 2030, numa aposta que promete transformar a mobilidade urbana e reduzir drasticamente os tempos de deslocação na capital britânica. A iniciativa envolve parcerias estratégicas com empresas especializadas em aeronaves elétricas de descolagem e aterragem vertical, conhecidas como eVTOL.

A Uber poderá lançar táxis voadores
Táxis voadores da Uber podem chegar a Londres até 2030 © AFP/Getty Images

A empresa britânica Vertical Aerospace, sediada em Bristol, já realizou com sucesso testes do seu táxi voador elétrico sobre a região de Cotswolds no ano passado. Apesar de inicialmente se apontar para 2028 como possível data de lançamento, a Uber ajustou o calendário para 2030.

PUBLICIDADE

Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.

Parcerias estratégicas e ambições para Londres

A Uber estabeleceu uma parceria com a Joby Aviation, empresa norte-americana responsável pelo desenvolvimento das aeronaves elétricas que deverão operar o serviço. O lançamento comercial deverá começar no Dubai ainda este ano, servindo como projeto-piloto antes da expansão para os Estados Unidos e, posteriormente, para Londres.

Sachin Kansal, responsável máximo pelo produto da Uber, afirmou que ficaria “muito desapontado” caso a meta de 2030 não fosse alcançada. Segundo o responsável, Londres é considerada um mercado prioritário, sobretudo devido ao congestionamento intenso que caracteriza a cidade.

A empresa acredita que um trajeto de cerca de 16 quilómetros (10 milhas) no centro de Londres poderá ser realizado em aproximadamente 10 minutos por via aérea, em comparação com os mais de 90 minutos que a mesma viagem pode demorar em hora de ponta por estrada.

Como funcionarão os táxis voadores

As aeronaves da Joby Aviation são modelos elétricos de descolagem e aterragem vertical (eVTOL). O aparelho levanta voo como um helicóptero e inclina-se posteriormente para voar como um avião, podendo atingir velocidades até cerca de 320 km/h (200 mph).

Cada aeronave terá capacidade para um piloto e quatro passageiros, com autonomia até cerca de 160 quilómetros (100 milhas) por carga completa. O tempo de carregamento poderá ser inferior a 10 minutos.

Os voos partirão de “vertiportos”, plataformas instaladas em telhados, parques de estacionamento ou heliportos adaptados. O modelo operacional prevê viagens combinadas, permitindo que um automóvel transporte o passageiro até ao vertiporto e outro assegure o trajeto final após a aterragem.

Em termos de preço, as tarifas deverão ser semelhantes às do serviço Uber Exec. No centro de Londres, uma viagem de 10 milhas nesta categoria premium varia geralmente entre 50 e 70 libras, dependendo do tráfego e da procura.

Outro dos argumentos apresentados é o ruído reduzido. A Joby Aviation indica que as suas aeronaves produzem cerca de 55 decibéis durante o voo, um nível comparável a uma conversa animada num restaurante.

Desafios regulatórios e próximos passos no Reino Unido

Apesar das ambições, o projeto enfrenta vários desafios antes de se tornar realidade. Atualmente, não existem infraestruturas específicas para acomodar os eVTOL em Londres, embora a Uber considere que bastariam alguns vertiportos estrategicamente localizados para garantir cobertura adequada da cidade e arredores.

Antes do início de qualquer operação comercial, as aeronaves terão de obter certificação da Civil Aviation Authority (CAA), entidade responsável por garantir a segurança da aviação civil no Reino Unido. Será igualmente necessário obter licenças relativas à formação de pilotos, definição de rotas e manutenção das aeronaves.

As autoridades locais poderão ainda intervir na aprovação dos vertiportos, especialmente caso surjam preocupações relacionadas com ruído ou impacto urbano.

PUBLICIDADE

Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.

Embora os testes no Dubai avancem como etapa preparatória, subsistem também questões quanto à aceitação pública. A introdução em larga escala de veículos autónomos no Reino Unido ainda não se concretizou, o que levanta dúvidas sobre a confiança dos utilizadores em soluções de mobilidade aérea.

Até que estes obstáculos sejam ultrapassados, a possibilidade de evitar o trânsito londrino pelo ar continuará a depender do sucesso dos ensaios técnicos, da regulamentação e da adesão dos passageiros.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Scroll to Top