Starmer rejeita ligação entre roubo de telemóvel e ficheiros Mandelson

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou como “um pouco forçada” a tentativa de associar o roubo do telemóvel de Morgan McSweeney à divulgação de documentos relacionados com Peter Mandelson.

Primeiro ministro keir starmer
Starmer rejeita ligação entre roubo de telemóvel e ficheiros Mandelson © Thomas Krych/Story Picture Agency/Shutterstock

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A polémica surgiu após se tornar público que o telemóvel profissional de McSweeney, antigo chefe de gabinete de Starmer, foi roubado, o que terá levado à perda de mensagens trocadas com o ex-embaixador britânico em Washington. O dispositivo foi dado como furtado depois da demissão de Mandelson, mas antes de o parlamento obrigar o governo a divulgar todos os documentos e comunicações ligados à sua nomeação e exercício de funções.

Confrontado com suspeitas de um eventual encobrimento, Starmer rejeitou categoricamente essa hipótese, afirmando que o incidente foi devidamente comunicado às autoridades. Segundo o primeiro-ministro, existe um registo da chamada em que McSweeney forneceu os seus dados pessoais e detalhes do equipamento, tendo a polícia confirmado a ocorrência.

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Governo sob pressão após divulgação dos “ficheiros Mandelson”

O roubo terá ocorrido na noite de 20 de outubro de 2025, cerca de um mês após a saída de Mandelson do cargo de embaixador nos Estados Unidos. A sua demissão seguiu-se à divulgação de emails que indicavam uma relação mais próxima do que o anteriormente conhecido com Jeffrey Epstein.

O tema ganha agora relevância devido à publicação dos chamados “ficheiros Mandelson”, uma vez que o telemóvel roubado continha comunicações entre McSweeney e o ex-diplomata.

Alguns políticos levantaram dúvidas sobre a veracidade do roubo. O deputado trabalhista Karl Turner questionou publicamente o caso, sugerindo que, embora a ocorrência tenha sido reportada, McSweeney não terá indicado às autoridades a sua função junto do primeiro-ministro, um detalhe que, segundo o parlamentar, poderia ter influenciado a prioridade dada ao caso.

Declarações surgem durante cimeira militar na Finlândia

Também o secretário da Defesa, John Healey, defendeu o procedimento adotado, sublinhando que situações deste tipo são comuns e que todos os protocolos foram seguidos.

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Starmer fez estas declarações durante uma visita à Finlândia, onde participa na cimeira militar da Joint Expeditionary Force. No encontro com aliados, o primeiro-ministro alertou para o contexto geopolítico atual, afirmando que “há uma guerra em duas frentes”, referindo-se aos conflitos envolvendo o Irão e a Ucrânia.

O chefe do governo britânico deverá ainda conceder uma entrevista exclusiva ao podcast político Electoral Dysfunction, com emissão prevista para sexta-feira.

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