Sismo mortal na China deixa mortos e caos em Guangxi Zhuang

Um sismo de magnitude 5,2 atingiu, na madrugada de segunda-feira, a cidade de Liuzhou, na região autónoma de Guangxi Zhuang, no sul da China, provocando pelo menos duas vítimas mortais e vários danos materiais. O abalo foi registado às 00h21 locais, no distrito de Liunan, a uma profundidade de oito quilómetros, segundo informações divulgadas pelo Centro de Redes Sismológicas da China.

Imagem de destroços após sismo no sul da china
Sismo mortal na China deixa mortos e caos em Guangxi Zhuang © CNS/AFP

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As autoridades chinesas ativaram de imediato um nível III de resposta de emergência, mobilizando equipas de salvamento, bombeiros e forças policiais para as zonas mais afetadas. O Governo central também acionou um nível IV de emergência para apoiar as operações de socorro no terreno.

Operações de resgate mobilizam centenas de profissionais

As equipas de emergência conseguiram retirar com vida uma idosa de 91 anos que se encontrava presa nos escombros da comunidade de Taiyangcun, no distrito de Liunan. A vítima foi encaminhada para o hospital e encontra-se em estado estável, segundo a agência noticiosa Xinhua.

No entanto, duas pessoas resgatadas anteriormente no local do desastre acabaram por ser declaradas mortas pelas equipas médicas. As vítimas foram identificadas como um homem de 63 anos e a sua esposa, de 53 anos.

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De acordo com a televisão estatal CCTV, até às 04h00 locais, o sismo provocou o colapso de 13 edifícios, obrigou à deslocação de mais de sete mil residentes e deixou quatro feridos hospitalizados, embora sem risco de vida. Apesar dos danos, os serviços essenciais, incluindo eletricidade, abastecimento de água, gás, comunicações e circulação rodoviária, continuam operacionais nas áreas afetadas.

Autoridades reforçam monitorização após o terramoto

As autoridades chinesas destacaram 51 veículos de combate e salvamento, bem como 315 elementos das equipas de emergência para apoiar as operações no terreno. O foco das ações passa agora pela procura de desaparecidos, avaliação dos danos estruturais e monitorização de possíveis réplicas.

A Administração de Sismos da China realizou ainda reuniões de emergência por videoconferência com os organismos regionais de Guangxi, apelando ao reforço da vigilância sísmica e à atualização permanente das condições no terreno.

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Imagens divulgadas pelos bombeiros de Liuzhou mostram equipas de resgate a utilizar detetores de vida, cães farejadores, drones e maquinaria pesada nas buscas por sobreviventes.

Vários residentes relataram momentos de pânico após o abalo. Uma moradora identificada apenas pelo apelido Liu contou à imprensa local que foi acordada pela forte vibração. “Vi a ventoinha ainda a abanar, vesti-me rapidamente e desci imediatamente para a rua”, relatou.

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