Silvinei Vasques entregue à Polícia Federal

O ex-director da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, já se encontra sob custódia da Polícia Federal (PF), depois de ter sido detido no Paraguai e entregue às autoridades brasileiras na fronteira. A transferência ocorreu ao final da tarde desta sexta-feira, e o ex-responsável deverá ser encaminhado para Brasília nas próximas horas, onde ficará à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Detenção no Paraguai após fuga do Brasil

Silvinei Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias quando tentava embarcar para El Salvador, utilizando um passaporte falso. A detenção aconteceu depois de o ex-director da PRF ter abandonado o Brasil de forma clandestina, violando as condições impostas pela Justiça.

O ex-director da Polícia Rodoviária Federal
Silvinei Vasques entregue à Polícia Federal © Polícia do Paraguai/Divulgação

Por volta das 20h, a polícia do Paraguai conduziu Vasques até à Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no estado do Paraná. No local, foi formalmente entregue a agentes da Polícia Federal brasileira, que assumiram a custódia do detido e iniciaram os procedimentos para a sua transferência para a capital federal.

Condenação pelo STF e fuga da prisão domiciliária

Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a uma pena de 24 anos e seis meses de prisão, no âmbito da acção penal relativa ao chamado Núcleo 2 da alegada trama golpista. À data da fuga, encontrava-se a cumprir prisão domiciliária, sujeita a vigilância electrónica.

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Na madrugada do dia de Natal, o ex-director da PRF rompeu a tornozeleira electrónica e fugiu para o Paraguai, numa tentativa de evitar o cumprimento da pena. Após ser informado da evasão, o ministro Alexandre de Moraes determinou de imediato a prisão preventiva de Vasques, considerando o risco de fuga e o desrespeito pelas medidas judiciais impostas.

Actuação da Polícia Federal e reconstrução dos movimentos

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, o sinal de GPS da tornozeleira electrónica deixou de ser emitido por volta das 3h da madrugada de quinta-feira, dia 25. Perante a falha do dispositivo, agentes deslocaram-se ao apartamento de Silvinei Vasques, situado em São José, no estado de Santa Catarina, onde confirmaram que o ex-director já não se encontrava na residência.

A análise do sistema de videovigilância do edifício permitiu apurar que Vasques permaneceu no apartamento até às 19h22 da véspera de Natal, na quarta-feira, dia 24. As imagens mostram-no a colocar várias malas na bagageira de um automóvel, sugerindo uma fuga planeada.

Durante a saída, o ex-director levou consigo um cão da raça pitbull, bem como ração e tapetes higiénicos, elementos que ajudaram as autoridades a reconstruir o percurso e o planeamento da fuga.

Transferência para Brasília e próximos passos judiciais

Com a detenção no Paraguai e a entrega à Polícia Federal, Silvinei Vasques deverá agora ser transferido para Brasília, onde ficará sob custódia enquanto decorrem os trâmites legais determinados pelo Supremo Tribunal Federal. As autoridades avaliam ainda eventuais novos crimes associados à fuga, nomeadamente o uso de documento falso e a violação das medidas cautelares.

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O caso reforça o acompanhamento rigoroso por parte da Justiça brasileira de processos ligados aos acontecimentos investigados no âmbito da tentativa de ruptura institucional, marcando uma nova fase no cumprimento das decisões judiciais determinadas pelo STF.

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