A Rússia confirmou ter utilizado um míssil Orechnik, com capacidade nuclear, durante uma vaga de bombardeamentos contra a Ucrânia, intensificando a tensão no conflito que continua a marcar a Europa de Leste. A informação foi inicialmente denunciada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e posteriormente confirmada pelo Ministério da Defesa russo, que classificou o ataque como uma retaliação às ações militares ucranianas em Lugansk.

Os ataques ocorreram durante a noite e atingiram várias regiões ucranianas, incluindo Kiev e Bila Tserkva, provocando mortos, feridos e danos significativos em infraestruturas civis.
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Zelensky acusa Rússia de escalar conflito com míssil Orechnik
O presidente ucraniano afirmou que a utilização do míssil Orechnik representa uma nova escalada militar por parte de Moscovo. Numa mensagem divulgada na rede Telegram, Volodymyr Zelensky acusou as forças russas de atacarem infraestruturas civis e zonas residenciais, denunciando o uso de armamento de elevada capacidade destrutiva.
Segundo o chefe de Estado ucraniano, os bombardeamentos atingiram infraestruturas de abastecimento de água, mercados, escolas e edifícios habitacionais. Zelensky referiu ainda que o míssil foi lançado contra a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev.
O Ministério da Defesa russo confirmou posteriormente o uso do míssil Orechnik, um armamento de alcance intermédio capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais. De acordo com informações avançadas pelas autoridades ucranianas, esta terá sido a terceira vez que este tipo de míssil foi utilizado no conflito.
Bombardeamentos russos provocaram mortos e centenas de feridos
As autoridades ucranianas indicaram que os ataques noturnos deixaram pelo menos quatro mortos e mais de uma centena de feridos na região de Kiev. O presidente da Câmara da capital, Vitali Klitschko, afirmou que a cidade foi “duramente atingida”, registando danos em vários bairros residenciais.
Segundo os serviços de emergência, equipas de resgate continuam a trabalhar na remoção de escombros e no apoio às vítimas. Entre os feridos encontram-se crianças, incluindo um bebé com menos de um ano.
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A Força Aérea da Ucrânia revelou que a Rússia lançou mais de 600 drones e mísseis durante a ofensiva, incluindo dezenas de mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. Kiev terá sido o principal alvo da operação militar.
As forças ucranianas afirmam ter abatido centenas de drones e dezenas de mísseis russos, embora vários projéteis tenham conseguido atingir diferentes pontos do território ucraniano.
Moscovo diz que ataque foi resposta a ofensiva em Lugansk
As autoridades russas justificaram os bombardeamentos como resposta a um ataque ucraniano ocorrido em Lugansk, região anexada pela Rússia. Segundo Moscovo, uma residência universitária e dormitório de estudantes foram atingidos durante uma ofensiva ucraniana, provocando dezenas de vítimas.
O antigo presidente russo Dmitri Medvedev acusou o Governo ucraniano de ter provocado deliberadamente uma resposta militar de grande escala. Numa publicação nas redes sociais, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia afirmou que Kiev pretende utilizar os ataques para reforçar pedidos de apoio militar e financeiro aos aliados ocidentais.
Por outro lado, as autoridades ucranianas negaram ter atacado infraestruturas civis em Lugansk, alegando que o alvo da operação seria um quartel-general militar russo instalado na região.
Conflito continua a aumentar receios internacionais
A confirmação do uso de um míssil com capacidade nuclear voltou a aumentar a preocupação internacional relativamente ao risco de escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia. Apesar de não existirem indicações de utilização de ogivas nucleares, a referência a este tipo de armamento intensificou os receios sobre o agravamento da guerra.
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O conflito mantém-se marcado por ataques constantes contra infraestruturas energéticas, posições militares e zonas urbanas, enquanto a comunidade internacional continua a acompanhar a evolução da situação no terreno.
As autoridades ucranianas e russas mantêm versões contraditórias sobre vários episódios recentes da guerra, numa altura em que os confrontos continuam a provocar destruição, vítimas civis e forte instabilidade na região.

