O prefeito de Londres, Sadiq Khan, enfrenta críticas crescentes de deputados do Partido Trabalhista devido a cortes em mais de 20 linhas de autocarro na cidade. As alterações, anunciadas pela Transport for London (TfL), visam reduzir a frequência de algumas rotas em resposta à queda no número de passageiros e ao aumento do congestionamento de tráfego.

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Entre as linhas afetadas está a 13, que liga North Finchley a Victoria, e a 484, que conecta Lewisham Station a Camberwell Green, considerada vital para pacientes e funcionários do King’s College Hospital em Denmark Hill. Deputadas como Ellie Reeves e Vicky Foxcroft expressaram “profunda preocupação” com a redução da frequência da 484, recentemente alterada para um autocarro a cada 15 minutos. Segundo as deputadas, estas rotas são essenciais, pois as comunidades locais não têm acesso directo à rede do metro, tornando os autocarros indispensáveis para deslocações diárias.
Ajustes nas Rotas e Prioridade ao Superloop
A TfL justifica os cortes com a necessidade de operar de forma eficiente, oferecendo um serviço que reflita a procura real. Um porta-voz afirmou que a rede de autocarros de Londres é “uma das mais extensas e acessíveis do mundo” e que os ajustes permitem aumentar a fiabilidade e o valor pelo dinheiro.

Algumas linhas tiveram as suas frequências temporariamente aumentadas devido a obras ou alterações de tráfego, como a 16, 18, 23, 27, 28, 49, 94, 95, 139, 220, 295, 306, 390 e C1, afetadas pelo encerramento da A40 Marylebone Flyover. Por outro lado, rotas como a 111, 172, 188, 238, 285, 325 e 366 tiveram as frequências restauradas a níveis anteriores.
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A introdução da rede Superloop, composta por linhas de autocarros com paragens limitadas, levou à melhoria de algumas rotas, como a SL8, que terá autocarros a cada oito minutos durante o dia, mas provocou cortes em linhas paralelas, aumentando a lotação noutros percursos, como a 177 em Woolwich. A TfL também anunciou mudanças na 38, reduzindo de 12 para seis o número de autocarros por hora em Graham Road, Hackney.
Impacto Financeiro e Perspectivas
A TfL estima que a receita proveniente de passageiros em 2025/26 será £112 milhões inferior ao previsto, devido principalmente à queda na utilização dos autocarros. O organismo antecipa um excedente operacional de apenas £5 milhões até ao final do ano fiscal. Apesar do declínio generalizado, a procura nas zonas periféricas de Londres tem mostrado sinais de recuperação, com a taxa de redução de passageiros a abrandar para 2% em Janeiro.
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A organização afirmou que continuará a analisar o feedback de passageiros e das autoridades locais, mantendo as mudanças sob revisão e garantindo que os ajustes respondam às necessidades reais da cidade. Estas medidas fazem parte de um esforço mais amplo para equilibrar a operação da rede, manter a segurança e sustentabilidade ambiental e melhorar a experiência dos passageiros em áreas de maior procura.

