O Reino Unido encontra-se numa “rota de colisão inevitável” com a Rússia, independentemente de quem venha a vencer o conflito na Ucrânia, alertou o general Sir Roly Walker, chefe do Exército britânico.

Em declarações publicadas no Daily Mail, Sir Roly sublinhou que “nós, e o Ocidente em geral, estamos na mira da Rússia. É connosco, nos seus termos, ou não há acordo. Isto não vai desaparecer, independentemente de como terminar a guerra na Ucrânia”.
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O militar britânico reforçou, no entanto, um tom de otimismo, garantindo que o Reino Unido sairá vitorioso e que o futuro será definido “nos nossos termos”. Segundo Sir Roly, a Rússia está a rearmar-se para se tornar numa força mais letal, tendo já iniciado o conflito com a invasão da Ucrânia, e apenas Moscovo poderá decidir quando o parar.
Crescente tensão enquanto Kiev marca o quarto aniversário da invasão
Hoje, a Ucrânia assinala o quarto aniversário da invasão russa a grande escala, num contexto em que as últimas rondas de negociações de paz encerraram sem progressos significativos. O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, afirmou que Vladimir Putin continua a ser um obstáculo a um acordo de paz, prometendo apoio a Kiev “pelo tempo que for necessário”.

Entre as propostas de cessar-fogo em discussão, surgem questões sobre a entrega de território à Rússia, incluindo o Donbas, Donetsk, Luhansk e a península da Crimeia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem-se mantido firme em não ceder estas regiões, embora sondagens recentes indiquem que quatro em cada dez ucranianos poderiam aceitar entregar o Donbas em troca de garantias de segurança.
O custo humano do conflito é elevado. Segundo o Center for Strategic and International Studies, o número de mortos e feridos poderá ultrapassar os dois milhões até à primavera, com cerca de 1,2 milhões de soldados russos e 600 mil ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos. A Rússia enfrenta actualmente dificuldades de recrutamento, apesar de reforçar as suas unidades com tropas da Coreia do Norte.
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Sir Keir Starmer prepara ainda um anúncio de apoio adicional à Ucrânia, incluindo o envio de mísseis balísticos, drones e tecnologia militar avançada, reforçando o compromisso do Reino Unido em manter Kiev numa posição de resistência frente a Moscovo.

