A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve 38 carteiristas e registou 1617 ocorrências relacionadas com furtos por carteirismo nos primeiros três meses do ano, segundo dados divulgados este domingo pela força policial.

O balanço surge num período em que a PSP tem vindo a reforçar a presença nas ruas, com especial incidência em zonas de elevada concentração de pessoas, incluindo centros históricos, áreas comerciais, pontos turísticos e interfaces de transportes públicos. A cidade de Lisboa continua a ser um dos principais focos de atuação devido à elevada incidência deste tipo de criminalidade.
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Este reforço policial integra a “Operação Páscoa”, uma ação preventiva que decorre até segunda-feira e que visa responder ao aumento expectável da atividade de redes organizadas de carteiristas durante períodos festivos, quando há maior circulação de residentes e turistas.
A PSP sublinha que estas operações têm um caráter essencialmente preventivo e de dissuasão, procurando reduzir oportunidades de furto e aumentar a perceção de segurança em espaços públicos muito frequentados.
Carteirismo continua entre os crimes em maior crescimento em Portugal
Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, o furto por carteirista mantém-se entre os crimes com maior crescimento em Portugal, figurando entre as oito tipologias criminais que mais aumentaram no último ano.
A análise das autoridades indica que este tipo de crime está frequentemente associado a redes organizadas e itinerantes, que atuam sobretudo em grandes centros urbanos e em locais com elevada afluência de turistas. Nesse contexto, Lisboa destaca-se como a cidade com maior número de ocorrências registadas.
No primeiro trimestre de 2026, além das 38 detenções, a PSP identificou ainda 78 suspeitos ligados a este tipo de prática criminal, resultado de ações de vigilância e investigação no terreno.
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Em comparação, no ano anterior foram registadas 6153 ocorrências e efetuadas 134 detenções, o que corresponde a uma média de cerca de 17 crimes por dia em todo o território nacional. Estes números evidenciam a persistência do fenómeno e a sua expressão regular no quotidiano urbano.
Unidades especializadas e investigação criminal reforçam combate ao fenómeno
A PSP lembra que, desde 2018, dispõe de equipas especializadas na investigação de crimes de carteirismo, integradas na estrutura de investigação criminal. Estas unidades foram criadas com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta a este tipo de criminalidade e de identificar padrões de atuação de grupos organizados.
Ao longo dos últimos anos, este investimento traduziu-se num aumento significativo das detenções em flagrante delito, resultado de uma maior articulação entre patrulhamento de proximidade, operações direcionadas e recolha de informação sobre redes criminosas.
As autoridades destacam que os carteiristas atuam frequentemente de forma discreta e em ambientes de grande movimento, aproveitando distrações em transportes públicos, filas ou zonas comerciais para subtrair objetos pessoais, como carteiras, telemóveis e documentos.
PSP reforça alertas de prevenção junto da população
No âmbito da “Operação Páscoa”, a PSP tem também reforçado os alertas dirigidos à população, apelando à adoção de comportamentos preventivos, sobretudo em locais com grande aglomeração de pessoas.
Entre as recomendações, destaca-se a importância de manter objetos de valor guardados em locais seguros, evitar transportar carteiras em bolsos traseiros e redobrar a atenção em transportes públicos e zonas turísticas.
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As autoridades sublinham ainda que os períodos festivos representam uma oportunidade acrescida para este tipo de crime, devido ao aumento do fluxo de pessoas e à maior distração dos cidadãos. Por isso, reforçam a necessidade de vigilância e de denúncia imediata de comportamentos suspeitos.
A PSP reafirma que continuará a apostar no policiamento de proximidade e em operações direcionadas, com o objetivo de reduzir a incidência do carteirismo e aumentar a segurança nos principais centros urbanos do país.

