Professor banido após filmar mulheres e guardar vídeos em dispositivos escolares

Um professor de uma escola ligada à Igreja de Inglaterra foi proibido de lecionar após admitir ter filmado, de forma secreta, mulheres em espaços públicos para gratificação sexual.

Um professor de uma escola ligada à Igreja de Inglaterra
Professor banido após filmar mulheres e guardar vídeos em dispositivos escolares © Newsquest / SWNS

Andrew Winkworth, de 45 anos, gravou dezenas de vídeos nas ruas de Norwich ao longo de cerca de dois anos, focando-se sobretudo nas pernas e na zona inferior do corpo de mulheres.

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Os ficheiros, que incluíam 31 vídeos — alguns duplicados —, foram encontrados em dispositivos associados à Worlingham CEVC Primary School, onde exercia funções. Parte do conteúdo estava armazenada numa conta Google Drive acessível através de um iPad da escola.

As gravações, realizadas entre agosto de 2020 e janeiro de 2022, mostram o docente a seguir mulheres na via pública, aproximando-se e ajustando o ritmo para manter uma distância constante. Num dos casos, terá seguido a mesma pessoa durante cerca de dez minutos, repetindo o comportamento em várias ocasiões.

Alguns dos vídeos incluíam mulheres acompanhadas por crianças, o que agravou a preocupação das autoridades escolares.

Conteúdos poderiam ter sido acedidos por alunos

Uma investigação interna concluiu que, devido ao facto de os vídeos estarem armazenados em dispositivos escolares, existia o risco de serem acedidos por alunos, embora não haja provas de que tal tenha acontecido.

O painel disciplinar responsável pelo caso considerou que o comportamento do professor demonstrou “falta de discernimento” e violou os padrões exigidos a profissionais da educação, sublinhando a importância do papel exemplar dos docentes junto de crianças e jovens.

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O relatório destacou ainda que a conduta de Winkworth compromete a confiança pública na profissão docente e desrespeita os direitos e a dignidade das pessoas filmadas.

Falta de reconhecimento da gravidade levou a proibição definitiva

Na sua defesa, o professor descreveu-se como um profissional dedicado, afirmando que os atos cometidos não refletem o seu caráter habitual. Reconheceu, contudo, que o comportamento foi “inaceitável” e carece de correção.

Apesar disso, o painel concluiu que existia pouca evidência de reflexão sobre o impacto das suas ações, tanto nas vítimas como na perceção pública da profissão.

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A decisão final, anunciada por David Oatley, determinou a proibição indefinida do exercício da docência. O arguido dispõe de um prazo de 28 dias para recorrer, sendo que, caso a decisão se mantenha, apenas poderá solicitar a revisão da sanção após um período mínimo de quatro anos.

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