Professor acusado de homicídio de bebé enviou mensagens a dizer “estrangulei-o”

O julgamento de um caso de alegado homicídio infantil no tribunal de Preston revelou mensagens consideradas perturbadoras enviadas por um dos arguidos, um professor de 37 anos, ao seu companheiro.

O julgamento de um caso de alegado homicídio
Professor acusado de homicídio de bebé enviou mensagens a dizer “estrangulei-o” © Lancashire Police/PA Wire

Jamie Varley, acusado de matar o bebé adotado do casal, terá enviado uma mensagem onde afirmava “o teu filho está no hospital. Estrangulei-o”, acrescentando cerca de um minuto depois tratar-se de uma “brincadeira”. A troca de mensagens foi apresentada ao júri como parte das provas reunidas pela acusação.

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Outras comunicações mostradas em tribunal incluem mensagens dirigidas a familiares e amigos, nas quais Varley expressava frustração com o comportamento do bebé, nomeadamente dificuldades relacionadas com o sono, utilizando expressões como “dead meat” para descrever a criança.

Criança foi adotada meses antes e terá sido vítima de maus-tratos

O bebé, Preston Davey, de 13 meses, tinha sido adotado pelo casal em abril de 2023, após um período em acolhimento desde poucos dias após o nascimento. Segundo o tribunal, a criança passou a viver com os arguidos no início desse mês.

A acusação sustenta que, durante os cerca de quatro meses em que esteve ao cuidado do casal, o bebé terá sido alvo de maus-tratos continuados, incluindo agressões físicas, alegado abuso sexual e produção de conteúdos indecentes.

Além da acusação de homicídio, Jamie Varley enfrenta múltiplas acusações, incluindo maus-tratos a menor, ofensas corporais graves e crimes relacionados com imagens indecentes de crianças. Já o coarguido, John McGowan-Fazakerley, de 32 anos, é acusado de permitir a morte da criança, bem como de outros crimes ligados a negligência e abuso.

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Histórico de lesões e versões contraditórias levantam suspeitas

Durante o julgamento, foram apresentados registos de várias idas ao hospital por parte da criança nos meses anteriores à sua morte, incluindo lesões cuja origem foi explicada de formas distintas ao longo do tempo.

Num dos episódios, o bebé foi levado ao hospital com uma fratura no braço. As explicações dadas pelos arguidos variaram entre um incidente ocorrido ao colocá-lo no berço e outro relacionado com um assento de automóvel, o que levantou dúvidas junto dos profissionais de saúde.

Relatórios de assistentes sociais indicaram ainda sinais de fragilidade no estado da criança, embora, em alguns momentos, não tenham sido identificadas preocupações imediatas quanto à sua segurança.

Morte ocorreu após entrada hospitalar em estado crítico

No dia 27 de julho de 2023, o bebé foi transportado novamente para o hospital, já inconsciente e em paragem cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, a criança acabou por não sobreviver.

A autópsia revelou a existência de cerca de 40 lesões traumáticas no corpo, incompatíveis com a versão apresentada por Jamie Varley, que alegou inicialmente um afogamento acidental na banheira.

A acusação considera que as provas apontam para um padrão de violência continuada, culminando na morte da criança.

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Julgamento prossegue com arguidos a negar acusações

O julgamento continua no tribunal de Preston, encontrando-se atualmente na sua segunda semana. Ambos os arguidos rejeitam todas as acusações.

O caso tem gerado forte impacto pela gravidade das alegações e pelas circunstâncias que envolvem a adoção recente da criança, permanecendo agora nas mãos da justiça a determinação dos factos e das responsabilidades criminais.

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