A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, esteve no distrito de Búzi, na província de Sofala, para entregar apoio alimentar e agrícola a mais de cinco mil famílias afetadas pelas cheias provocadas pelas chuvas intensas de janeiro. A distribuição ocorreu no domingo, dia 15, em Guara-Guara, uma das zonas mais afetadas pelas inundações. A ajuda inclui bens alimentares não perecíveis, kits de higiene, utensílios domésticos e insumos agrícolas, essenciais para a recuperação da produção alimentar local.

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Gueta Chapo sublinhou a relevância do apoio agrícola, afirmando que, embora as cheias tenham causado grandes danos, as populações precisam de retomar a produção agrícola para garantir a sua subsistência. A Primeira-Dama alertou que, em breve, os centros de acolhimento deixarão de fornecer refeições, o que torna ainda mais urgente o retorno à atividade agrícola. “Temos que ir às machambas, cultivar e seguirmos em frente”, afirmou, destacando a importância de não perder a esperança e de continuar a lutar pela recuperação.
Solidariedade e apoio contínuo
Durante a visita, a Primeira-Dama partilhou que os parceiros do seu Gabinete têm respondido positivamente ao apelo de solidariedade, destacando a chegada de vários camiões com ajuda humanitária. Gueta Chapo mencionou que o apoio não se limita apenas às famílias alojadas nos centros de acolhimento, mas também abrange as comunidades vizinhas que, embora fora dos centros, também sofreram perdas significativas.
“Todos também perderam alguma coisa, precisam de ser ajudados, precisam de ser apoiados”, afirmou, enfatizando a necessidade de assistência abrangente para todos os afetados pela catástrofe natural. Além disso, a Primeira-Dama revelou estar a mobilizar mais insumos agrícolas para as populações afetadas pelas cheias em várias províncias, como Maputo e Gaza, no sul do país, e noutras regiões.
Desafios da época chuvosa e ciclónica
A época chuvosa e ciclónica de 2025, que teve início em outubro, já provocou 125 mortes e afetou mais de 700 mil pessoas em todo o país. As autoridades alertam que o período de chuvas intensas e tempestades deve prolongar-se até abril de 2026, o que exige uma resposta contínua e coordenada para apoiar as populações afetadas e minimizar os danos.
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Durante a sua visita, Gueta Chapo também participou na preparação de alimentos para as famílias alojadas no centro de acolhimento de Guara-Guara, demonstrando empenho em apoiar diretamente os necessitados. A Primeira-Dama reforçou que o apoio às vítimas das cheias continuará a ser uma prioridade, com esforços para garantir que as comunidades afetadas tenham condições para reconstruir as suas vidas e retomar as atividades económicas.

