A Polícia Civil de Santa Catarina requereu à Justiça a apreensão do passaporte de um adolescente acusado de matar o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo é impedir que o acusado deixe o país enquanto o caso segue sendo investigado.

Pedido de Apreensão Visa Impedir Fuga do Acusado
A solicitação foi formalizada pela Polícia Civil, que também comunicou a Polícia Federal sobre o pedido. De acordo com a corporação, o Ministério Público (MP) do estado manifestou-se favoravelmente à medida, visando garantir que o processo judicial siga sem impedimentos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que “tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir, junto com as demais provas já obtidas nas investigações”.
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O caso, que envolveu a morte do cão comunitário Orelha, continua gerando repercussão em Florianópolis, com a polícia buscando a responsabilização dos envolvidos. A polícia revelou que há indícios suficientes para o pedido de internação do adolescente, embora a investigação ainda esteja em curso.
Divergências nas Investigações entre Polícia Civil e Ministério Público
Apesar da cooperação entre as instituições, o caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público. Na sexta-feira, 6 de outubro, o MP anunciou que solicitará à Polícia Civil diligências complementares. O objetivo é esclarecer mais detalhes sobre a participação dos adolescentes no crime e aprimorar a reconstrução dos acontecimentos.
A 10ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria, que atua na área criminal, concluíram que a investigação precisa de mais precisão. O MP identificou lacunas que precisam ser preenchidas para confirmar a responsabilidade dos envolvidos e as circunstâncias da morte do cão Orelha.
Além disso, o MP informou que há a necessidade de um aprofundamento na apuração dos atos de maus-tratos cometidos contra o animal, e também na verificação de possíveis relações entre os crimes e a agressão aos animais.
A Tecnologia nas Investigações
Para avançar na apuração dos fatos, a Polícia Civil recorreu a tecnologia avançada e à análise de imagens de câmeras de segurança. Segundo a polícia, foram mais de mil horas de filmagens analisadas, captadas por 14 câmeras diferentes. Além disso, 24 testemunhas foram ouvidas durante o processo investigativo.
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As filmagens revelaram informações cruciais, como a roupa utilizada pelo adolescente acusado no dia do crime, e confirmaram que ele havia saído de madrugada do condomínio onde reside. Embora não existam imagens do momento exato do ataque ao animal, os registros ajudaram a estabelecer uma linha do tempo dos acontecimentos.
A Polícia Civil continua investigando a possível coação e ameaça a familiares dos adolescentes envolvidos, assim como a um porteiro de um condomínio da região. A apuração desses fatos pode influenciar no andamento do caso, que segue com o acompanhamento do Ministério Público.
O caso da morte do cão Orelha continua sendo um ponto de atenção em Santa Catarina, com as autoridades empenhadas em garantir a responsabilização dos envolvidos.


Acho que o pedido do passaporte é o mínimo a ser feito com esse caso.