A Polícia de Investigação Criminal (PIC) de Moçambique deteve, esta semana, três indivíduos suspeitos de envolvimento no furto de medicamentos na província de Maputo. A operação resultou na apreensão de duas caixas com 64 frascos de comprimidos, supostamente amoxicilina, que tinham como destino a província de Manica. As detenções foram feitas após um trabalho de investigação contínuo, que visa combater o furto de medicamentos no país.

Detenção de suspeitos e recuperação de medicamentos
De acordo com a porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), Judite Nhanengue, os primeiros dois suspeitos foram detidos na terça-feira, enquanto o terceiro foi capturado na tarde de quarta-feira.
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Este último transportava duas caixas de medicamentos no momento da sua detenção, o que ajudou na recuperação da carga furtada. Os medicamentos foram roubados de um armazém situado no posto administrativo da Machava, na Matola, área suburbana da capital, Maputo.
Judite Nhanengue avançou que o trabalho da polícia está a decorrer com o objetivo de identificar todos os envolvidos na quadrilha responsável pelos furtos agravados de medicamentos, e que outras detenções podem ser feitas nos próximos dias. A polícia considera que a ação é parte de um esquema maior, dado o volume e a organização do furto.
Reação das autoridades e aumento da vigilância
Este incidente ocorre após uma série de casos semelhantes de desvio e furto de medicamentos em Moçambique, com destaque para o recente caso envolvendo antimaláricos no armazém central da Machava, que resultou na detenção de três pessoas, conforme noticiado anteriormente. A autoridade reguladora de medicamentos de Moçambique já tomou medidas enérgicas para combater estas práticas ilícitas, que têm impactado diretamente o sistema de saúde do país.
O Ministro da Saúde, Ussene Isse, reiterou a postura de “tolerância zero” do governo em relação ao contrabando de medicamentos, destacando a gravidade dos furtos nas unidades sanitárias. Isse revelou que os medicamentos, apesar de serem adquiridos em quantidade suficiente para abastecer o sistema de saúde, desaparecem rapidamente, prejudicando os pacientes e comprometendo a eficácia dos tratamentos.
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A declaração do ministro foi acompanhada de uma solicitação à população para colaborar no combate a esta criminalidade, que já levou à expulsão de vários funcionários públicos envolvidos em esquemas de furto desde janeiro deste ano.
As autoridades continuam a intensificar a vigilância e a investigação, com o objetivo de erradicar o problema e garantir que os medicamentos cheguem àqueles que realmente necessitam.

