Vários passageiros sofreram ataques de pânico depois de um voo de evacuação destinado a retirar cidadãos britânicos do Médio Oriente não ter conseguido descolar de Mascate, capital de Omã. O incidente ocorreu devido a problemas técnicos na aeronave, segundo o Foreign Office.

O avião fazia parte de uma operação de repatriamento para retirar cidadãos britânicos da região, num momento de forte instabilidade aérea associada ao conflito entre Irão e os Estados Unidos. Cerca de 130 mil cidadãos do Reino Unido registaram-se junto das autoridades para regressar ao país.
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Passageiros relatam pânico e falta de assistência
De acordo com relatos de passageiros, o processo de embarque foi marcado por longos atrasos e falta de apoio no aeroporto. O check-in terá demorado cerca de quatro horas devido a problemas técnicos, antes de os passageiros serem transportados de autocarro até ao avião.
Já junto da aeronave, os passageiros terão permanecido cerca de uma hora e meia dentro do autocarro. Segundo testemunhos citados pela Sky News, não havia funcionários consulares presentes na zona de embarque, o que aumentou a tensão entre os viajantes.
Algumas pessoas começaram a mostrar sinais de grande ansiedade, com relatos de passageiros a bater nas janelas e a sofrer ataques de pânico. Entre os ocupantes do voo encontravam-se famílias, crianças e pessoas consideradas vulneráveis.
Perante a situação, todos os passageiros foram retirados do avião e encaminhados para um hotel próximo enquanto aguardavam novas instruções.
Mascate torna-se ponto central de evacuação no Médio Oriente
As autoridades britânicas indicaram que o voo deverá tentar descolar novamente, juntamente com outro operado pela British Airways, companhia que habitualmente não realiza operações a partir de Mascate.
O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou também que dois voos fretados pelo Governo deverão transportar cidadãos britânicos para o aeroporto de Heathrow Airport, em Londres, na sexta-feira e no sábado.
A cidade de Mascate tornou-se um dos principais pontos de saída da região, uma vez que o governo britânico não desaconselhou viagens para o aeroporto local. Já em cidades como Dubai, Abu Dhabi e Doha existem restrições devido ao encerramento parcial do espaço aéreo.
Segundo o serviço de monitorização aérea Flightradar24, Mascate tornou-se uma alternativa cada vez mais utilizada para abandonar o Médio Oriente, embora a maioria dos voos esteja completamente lotada. A procura crescente levou também ao aumento do recurso a jatos privados por passageiros com maior capacidade financeira.
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Especialistas do setor da aviação alertam que poderá levar várias semanas até que o fluxo normal de passageiros seja restabelecido, tendo em conta que aeroportos como Dubai, Doha e Abu Dhabi movimentam habitualmente cerca de meio milhão de passageiros por dia e são pontos-chave para ligações entre a Europa, a Ásia e a Austrália.

