A perda de uma filha num trágico acidente de carro, em 2008, mudou a vida de Nicole e Chris Taylor. A sua filha, Rebecca, tinha apenas 18 anos quando faleceu em Northamptonshire.

Agora, mais de uma década depois, o casal lamenta que as medidas anunciadas pelo governo para reduzir os acidentes rodoviários não sejam suficientemente eficazes, especialmente para proteger os jovens motoristas, conforme reportado pela Sky News.
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Estratégia de segurança rodoviária falha na proteção dos jovens
O governo britânico apresentou recentemente uma nova estratégia de segurança rodoviária, com o objetivo de reduzir em 65% as mortes e lesões graves nas estradas até 2035. As novas medidas incluem exames obrigatórios de visão para condutores com mais de 70 anos, a redução do limite de álcool no sangue para condutores na Inglaterra e País de Gales, e uma consulta sobre a implementação de um período mínimo de aprendizagem de até seis meses para novos motoristas antes de realizar o exame de condução.
Apesar dessas mudanças, muitos especialistas e famílias enlutadas, como os Taylor, acreditam que as medidas não vão suficientemente longe na proteção dos condutores mais jovens. A associação automobilística AA considera que as “oportunidades perdidas” para a implementação de medidas mais eficazes são evidentes. De acordo com dados, quase um quarto das mortes e lesões graves nas estradas britânicas envolve condutores com idades entre 17 e 24 anos, apesar de representarem apenas cerca de 6% dos titulares de carta de condução.
Exigência de Licenças Graduadas de Condução
Nicole e Chris Taylor têm sido defensores fervorosos das chamadas Licenças Graduadas de Condução (GDL), um sistema já utilizado em países como Austrália e Canadá. Neste modelo, os novos condutores enfrentam restrições nas suas primeiras semanas de condução, como limites no número de passageiros e proibição de conduzir durante a noite, medidas que têm demonstrado reduzir significativamente os acidentes graves.
Edmund King, presidente da AA, afirmou que, embora a estratégia do governo seja “bem-vinda” e “ambiciosa”, ela peca por não incluir uma medida fundamental para salvar vidas jovens. King ressaltou que, em países como o Canadá e a Austrália, a limitação de passageiros da mesma faixa etária durante os primeiros meses de condução é a ação que mais salva vidas. Ele defende que a adoção dessa medida poderia prevenir mais de 50 mortes por ano no Reino Unido.

Chris Taylor, o pai de Rebecca, expressou a sua decepção com a estratégia do governo. Para ele, é necessário proteger os condutores jovens quando têm de enfrentar a estrada sozinhos.
“A introdução de um período de aprendizagem mais longo seria uma boa ideia, mas, na prática, precisamos de mais medidas para proteger os jovens no momento em que ganham a sua independência”, afirmou.
Medidas adicionais e objetivos do governo
Embora a crítica seja forte, o governo espera que as medidas propostas resultem numa mudança significativa. A Secretária dos Transportes, Heidi Alexander, declarou que a estratégia é um ponto de viragem na segurança rodoviária, após anos de estagnação nas políticas de prevenção. Ela acredita que a implementação das novas medidas salvará milhares de vidas nos próximos anos.
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Uma das novas propostas inclui a redução do limite de álcool no sangue para condutores na Inglaterra e País de Gales, que atualmente é o mais alto da Europa. A partir de 2024, o limite será reduzido para 22 microgramas de álcool por 100 ml de ar expirado, alinhando-se com a Escócia, que já implementou essa mudança em 2014.
Além disso, o governo também está a considerar o uso de tecnologias preventivas, como dispositivos de bloqueio de álcool, que impedirão o arranque do veículo se o condutor estiver sob a influência de álcool.
Apesar das críticas, a criação de um novo Conselho de Segurança Rodoviária, que será supervisionado pela ministra do Transporte Local, visa garantir a implementação das medidas e o seu impacto positivo nas estradas britânicas.

