Um homem de 59 anos foi condenado por ter atirado os três gatinhos da filha ao rio Tamisa, a partir da Twickenham Bridge, no sudoeste de Londres, escapando, contudo, a uma pena de prisão efetiva.

Andrew Shephard cometeu o ato em novembro do ano passado, quando alegadamente ajudava a filha a encontrar novos lares para os animais. Em vez disso, lançou as crias ao rio a partir da ponte, sendo ouvido a gritar “deixem-nos morrer” e “quero que morram”, conforme relatado em tribunal.
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O caso foi julgado no Wimbledon Magistrates’ Court, onde o arguido já tinha admitido três acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido. A acusação classificou o comportamento como intencional, extremo e agravado pelo consumo de álcool.
Resgate rápido evitou desfecho fatal
Segundo a procuradora Manisha Kukadia, a polícia foi acionada após denúncias de que um homem estaria a atirar gatos ao rio. Quando os agentes chegaram ao local, confirmaram que se tratava de três gatinhos.
Uma das crias foi salva antes de cair na água. As outras duas foram encontradas vivas, mas molhadas, cobertas de lama e em estado de choque. Os animais apresentavam sinais evidentes de hipotermia, com a temperatura corporal abaixo dos 33 graus Celsius, situação potencialmente fatal caso o resgate tivesse demorado mais tempo.
As autoridades destacaram que a rápida intervenção policial foi determinante para evitar a morte dos animais. Após receberem cuidados, os gatinhos sobreviveram ao episódio.
Os animais pertenciam à filha do arguido, que não tinha conhecimento das intenções do pai naquele momento. O tribunal ouviu que a jovem havia confiado os gatos ao progenitor para que este a ajudasse a encontrar novos donos.
Arguido admite culpa e atribui ato ao álcool
Após o incidente, Shephard falou com a polícia, afirmando sentir-se mal com o sucedido. Admitiu estar “muito embriagado” na altura e declarou não saber o que lhe “passou pela cabeça”.
Durante a audiência, na qual se representou a si próprio, reiterou o arrependimento: “Sinto-me mal pelo que fiz. Não sou normalmente assim. Fui incapacitado pelo álcool.”
A acusação sustentou que existiu intenção clara de provocar a morte dos animais, sublinhando que o consumo de álcool constitui um fator agravante e não atenuante da responsabilidade criminal.
Pena suspensa apesar da gravidade dos factos
Ao proferir a sentença, a magistrada Elizabeth Evans afirmou que o crime ultrapassava o limiar que justificaria uma pena de prisão efetiva, dada a sua gravidade. Ainda assim, decidiu suspender a execução da pena, tendo em conta a avaliação do serviço de reinserção social, que considerou existir uma probabilidade significativa de reabilitação.
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Andrew Shephard, que não tem residência fixa, foi condenado a 17 semanas de prisão, com pena suspensa por 18 meses. O tribunal determinou ainda o cumprimento de 30 dias de atividades no âmbito de um Programa de Requisitos de Reabilitação, além do pagamento de uma taxa adicional de 154 libras e 85 libras em custas judiciais.
O caso gerou forte indignação pública e reacendeu o debate sobre a eficácia das penas aplicadas em situações de maus-tratos a animais no Reino Unido, num contexto em que a legislação prevê sanções severas para atos de crueldade contra animais protegidos.


Isso é muita maldade.