A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou que o surto de hantavírus identificado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius não constitui o início de uma nova pandemia. Apesar da confirmação de transmissão entre pessoas, um fenómeno raro associado à variante Andes do vírus, as autoridades internacionais sublinham que o nível de risco para a saúde pública permanece baixo.

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O alerta surgiu após vários passageiros e tripulantes apresentarem sintomas durante a viagem do navio operado pela empresa Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, na Argentina, a 1 de abril, e segue em direção às Ilhas Canárias, em Espanha.
OMS afasta cenário semelhante ao da Covid-19
Durante uma conferência de imprensa, a epidemiologista Maria van Kerkhove, da OMS, afirmou que a situação “não é comparável à Covid-19”, explicando que o hantavírus se transmite de forma muito diferente.
Segundo a especialista, a propagação do vírus entre humanos exige “contacto próximo e íntimo”, ao contrário de doenças respiratórias altamente contagiosas. Ainda assim, as autoridades sanitárias recomendaram o uso de máscara a bordo do MV Hondius e equipamento de proteção reforçado para quem presta assistência a casos suspeitos.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que o organismo internacional considera “baixo” o risco global para a saúde pública. No entanto, alertou para a possibilidade de surgirem novos casos devido ao período de incubação da doença, que pode atingir seis semanas.
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Três mortes e dezenas de passageiros sob vigilância
Até ao momento, cinco dos oito casos suspeitos foram confirmados. Entre as vítimas mortais encontra-se uma mulher neerlandesa de 69 anos infetada com o vírus. O marido da vítima e uma cidadã alemã também morreram, embora as autoridades ainda estejam a investigar se os óbitos estão diretamente relacionados com o hantavírus.
O navio transportava inicialmente cerca de 150 passageiros e tripulantes de 28 nacionalidades. Parte dos ocupantes desembarcou na ilha de Santa Helena, território britânico ultramarino, no dia 24 de abril.
As autoridades de vários países estão agora a rastrear contactos e a monitorizar passageiros que regressaram aos seus países de origem. O Reino Unido confirmou que sete cidadãos britânicos estiveram a bordo, enquanto os Estados Unidos, Singapura e os Países Baixos também acompanham casos potencialmente expostos.
Espanha anunciou que decorrem negociações avançadas com o Reino Unido para organizar voos de repatriamento a partir de Tenerife, após a chegada do navio às Canárias.
O que é o hantavírus e como se transmite?
O hantavírus corresponde a um grupo de vírus transportados principalmente por roedores. A infeção humana ocorre, na maioria dos casos, através da inalação de partículas presentes na urina, saliva ou fezes destes animais.
Embora a transmissão entre pessoas seja extremamente rara, a variante Andes, identificada neste surto, já demonstrou capacidade de propagação humana em situações de contacto próximo.
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Os sintomas incluem febre, fadiga intensa, dores musculares, náuseas, vómitos, diarreia e dificuldades respiratórias. Em casos graves, a infeção pode provocar insuficiência renal, queda da pressão arterial e complicações pulmonares severas.
Atualmente, não existe vacina amplamente disponível nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. O tratamento médico baseia-se sobretudo no controlo dos sintomas e em cuidados hospitalares de suporte respiratório.


É importante divulgar essa notícia, existem pessoas traumatizadas que acreditam em qualquer fake news apontando que isso pode iniciar uma nova pandemia.