Uma mulher de 49 anos morreu após ser atingida por uma árvore em avançado estado de decomposição enquanto fazia um passeio ao final da tarde com o marido, em Manchester, no Reino Unido. O caso foi analisado em tribunal durante um inquérito oficial que confirmou as circunstâncias do acidente.

A vítima, Jen Higgins, caminhava com o marido em Barlow Moor Road, em West Didsbury, quando uma árvore de grande porte se partiu repentinamente e caiu sobre a via pública e o passeio. O impacto foi imediato e fatal.
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Segundo o testemunho do marido, o casal ouviu um “forte estalido” instantes antes da queda, não tendo existido qualquer possibilidade de reação ou de fuga.
“Não tivemos tempo para qualquer tipo de ação evasiva. Foi extremamente repentino e sem qualquer aviso”, relatou em audiência.
A queda terá sido provocada pelo colapso parcial da copa de uma faia situada num jardim privado, que acabou por ceder e tombar sobre a estrada e a zona pedonal.
Árvore não era podada há 15 anos e apresentava sinais de degradação
Durante a investigação realizada no tribunal de legistas de Manchester Coroners’ Court, foi revelado que a árvore não recebia manutenção há cerca de 15 anos, encontrando-se em estado avançado de deterioração.
Testemunhas e peritos descreveram o interior da madeira como extremamente fragilizado, comparando-o a “papel”, o que terá contribuído para a quebra súbita do tronco.
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A estrutura acabou por ceder de forma inesperada, fazendo com que uma parte significativa da árvore tombasse diretamente sobre a via pública. Jen Higgins sofreu ferimentos traumáticos no peito e foi declarada morta no local pelas equipas de emergência.
O marido, que seguia ao seu lado no momento do acidente, sofreu apenas ferimentos ligeiros, incluindo contusões e arranhões.
Família presta homenagem e tribunal confirma morte acidental
A família da vítima descreveu Jen Higgins como uma pessoa muito querida, destacando o seu papel como esposa, filha, irmã e tia, bem como o seu percurso profissional enquanto responsável por uma empresa de relações públicas. No comunicado, sublinharam o choque profundo causado pela morte inesperada e pediram privacidade durante o período de luto.
As autoridades confirmaram que não existiam sinais prévios de alerta imediato que indicassem o risco de colapso da árvore naquele momento, classificando o caso como um acidente trágico.
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A assistente do legista, Jennifer Swift, registou oficialmente o veredito de morte acidental, referindo que se tratou de uma ocorrência “nada mais do que um acidente devastador e trágico”.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de manutenção de árvores em propriedades privadas e a necessidade de inspeções regulares em áreas urbanas com grande circulação de peões.

