Uma mulher de 59 anos foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) em Viana do Castelo, Portugal, por suspeitas de auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas para exploração laboral e falsificação de documentos. A suspeita geria empresas ligadas à prestação de serviços de geriatria e acompanhamento de idosos, alegadamente utilizando mulheres estrangeiras em situação vulnerável para desempenharem funções laborais em condições irregulares.

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De acordo com a PJ, a investigação permitiu identificar, até ao momento, pelo menos seis vítimas, todas oriundas de países africanos e da América do Sul.
PJ investigava esquema desde 2021
Segundo as autoridades, o esquema estará a funcionar pelo menos desde 2021. A suspeita angariava mulheres estrangeiras em situação irregular em Portugal, prometendo-lhes condições de trabalho e alojamento que, alegadamente, nunca eram cumpridas.
As vítimas eram recrutadas para trabalhar no setor de apoio domiciliário e assistência a idosos, acabando por ser exploradas laboralmente em contexto de fragilidade social e económica.
A Polícia Judiciária refere ainda que as mulheres eram mantidas em condições precárias, aproveitando-se a suspeita da vulnerabilidade das imigrantes para garantir mão de obra irregular nas empresas que administrava.
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Buscas resultaram na apreensão de arma ilegal
Na passada quinta-feira, a Diretoria do Norte da PJ realizou duas buscas domiciliárias em Viana do Castelo. A operação permitiu apreender documentação e material informático considerados relevantes para a investigação.
Durante as diligências, as autoridades encontraram também uma arma de fogo ilegal na posse do companheiro da suspeita. O homem foi detido em flagrante delito por posse ilegal de arma.
A mulher encontra-se indiciada pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, utilização de atividade de cidadão estrangeiro em situação ilegal, falsificação de documentos e tráfico de pessoas para exploração laboral.
Investigação procura novas vítimas
O inquérito está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Viana do Castelo, que continua a investigar o caso para apurar a total dimensão do alegado esquema criminoso.
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As autoridades admitem a possibilidade de existirem mais vítimas associadas à rede agora desmantelada. A detida deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.

