Um grave acidente ocorrido na manhã deste domingo, 5 de fevereiro, em Rio Tinto, deixou um motorista de autocarro e uma idosa gravemente feridos. O acidente, que envolveu um autocarro da linha 8025 da rede Unir, aconteceu quando o condutor desceu do veículo para verificar um ruído estranho e foi atropelado por este, ficando preso entre o autocarro e um muro.

O acidente e as operações de resgate
O incidente ocorreu na Rua Afonso de Albuquerque, uma via com histórico de acidentes, devido à inclinação do terreno. Quando o motorista do autocarro desceu para identificar a origem de um ruído no veículo, o autocarro avançou de forma descontrolada sobre o passeio, colhendo o condutor e uma idosa de 80 anos que passava pelo local. O motorista foi empurrado contra o muro de uma casa, ficando preso entre o autocarro e a estrutura com ferimentos muito graves.
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Para resgatar a vítima, os bombeiros enfrentaram grandes dificuldades. De acordo com Marco Martins, comandante dos Bombeiros da Areosa/Rio Tinto, a operação de salvamento foi extremamente delicada e demorou cerca de 45 minutos.
“Tivemos de desmontar o muro praticamente à mão para conseguir retirá-lo. Foi um trabalho complicado, mas conseguimos salvá-lo com vida”, afirmou o responsável.
A vítima, apesar da gravidade dos ferimentos, manteve-se consciente durante o processo e foi transportada para o Hospital de Santo António, no Porto, com acompanhamento médico especializado. A idosa também foi socorrida e levada para o Hospital de São João, tendo os dois feridos, ao final da tarde de ontem, já sido considerados livres de perigo.
Inquérito em curso e medidas de segurança
O acidente levou à mobilização de 37 operacionais e 16 viaturas, incluindo equipas dos Bombeiros da Areosa/Rio Tinto, da corporação de Gondomar, do INEM e da PSP. Além dos esforços de resgate, foi aberto um inquérito para apurar as causas do acidente. A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) e a empresa operadora do autocarro, Nex Continental/Alsa, confirmaram a abertura de inquéritos internos para investigar o ocorrido.
O acidente trouxe novamente à tona a preocupação dos moradores da Rua Afonso de Albuquerque, que denunciam o excesso de velocidade na via e o elevado número de acidentes. Em 2022, uma morte trágica, com a atropelação de um idoso, deixou a comunidade ainda mais alerta para os perigos desta estrada.
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Diante das constantes ocorrências, os residentes exigem medidas de acalmia de tráfego para garantir a segurança dos pedestres e motoristas que utilizam a via.

