Moçambique reforçou o seu Programa Nacional de Vacinação, alargando a proteção para 14 doenças e introduzindo novas vacinas, nomeadamente contra a malária e o papilomavírus humano (HPV). O anúncio foi feito na província de Maputo pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante o lançamento da Semana Africana de Vacinação, realizada sob o lema “Para cada geração, as vacinas funcionam”.

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O governante destacou que a vacinação tem sido uma prioridade do Executivo ao longo das últimas décadas, sublinhando que o país vacina a população há cerca de 47 anos. Segundo referiu, o calendário vacinal tem sido progressivamente ampliado com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil e prevenir doenças evitáveis.
Entre as novidades, o ministro confirmou a introdução da vacina contra a malária, o reforço da imunização contra o HPV e a futura inclusão da vacina contra a hepatite B. Paralelamente, decorrem campanhas específicas de prevenção contra a poliomielite, a cólera e a Mpox, no âmbito da vigilância e controlo de surtos.
Vacinação como ferramenta de saúde pública e redução da mortalidade infantil
O Ministério da Saúde reiterou que a imunização desempenha um papel central na proteção das crianças e na redução da mortalidade infantil no país. Ussene Isse afirmou que a vacinação continua a ser uma das ferramentas mais eficazes para salvar vidas e prevenir doenças.
As autoridades alertaram ainda para a importância da correta gestão da cadeia de frio, essencial para garantir a eficácia das vacinas. Nesse contexto, foram destacadas as geleiras com painéis solares distribuídas às unidades sanitárias, sublinhando-se que estes equipamentos devem ser exclusivamente utilizados para a conservação de vacinas.
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Desafios no acesso e reforço da cooperação internacional
Apesar dos progressos registados, persistem desafios no acesso universal à vacinação. A representante da UNICEF, Mary Louis, alertou para a existência de crianças que ainda não receberam qualquer dose de vacina, defendendo o reforço dos serviços de imunização de rotina como prioridade.
Também a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou os avanços globais da vacinação, referindo que atualmente mais crianças sobrevivem ao primeiro ano de vida do que em qualquer outro período da história. Ainda assim, sublinhou que a expansão da cobertura vacinal continua a ser essencial para garantir a proteção de todas as crianças.
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Os parceiros internacionais do setor da saúde reafirmaram o seu apoio ao programa moçambicano, com enfoque no reforço da logística, da cadeia de frio e na expansão da cobertura em zonas de difícil acesso, com o objetivo de tornar a imunização mais equitativa e eficaz em todo o território nacional.

