A operação do Metro do Porto sofrerá alterações nas próximas semanas, com a empresa de transportes a confirmar que haverá constrangimentos devido à greve dos trabalhadores da CP responsáveis pela manutenção da frota.

A greve, que teve início a meio de janeiro, foi convocada para contestar as novas escalas de trabalho implementadas pela administração da CP e continuará até 26 de fevereiro. Durante este período, algumas viagens terão de ser suprimidas ou realizadas com menos composições, o que afetará a disponibilidade do serviço.
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Segundo comunicado oficial da Metro do Porto, a empresa está a envidar todos os esforços para mitigar os impactos da situação, com a prioridade a ser dada aos períodos e eixos de maior procura, procurando garantir o mínimo de impacto nos passageiros. Apesar disso, a situação promete causar transtornos significativos, principalmente para quem depende dos trajetos mais movimentados.
Linhas Mais Afetadas: Azul e Violeta
As linhas Azul e Violeta serão as mais prejudicadas durante o período de greve, devido à alta procura nos trajetos que ligam o Estádio do Dragão a Matosinhos e o Aeroporto. Estas linhas, que atendem algumas das zonas mais movimentadas da cidade, terão uma redução no número de composições, podendo os passageiros enfrentar maior tempo de espera.
A Metro do Porto já informou que, em vez dos tradicionais comboios duplos, as viagens poderão ser realizadas apenas com uma composição, o que levará a uma diminuição da capacidade de transporte. A empresa reitera que está a trabalhar para reduzir os impactos, mas alerta que as condições de serviço serão limitadas durante as próximas semanas.
Conflito de Escalas e Ações Sindicais
O conflito surgiu devido à implementação de novas escalas de turno, decididas pela administração da CP, que prevê horários em turnos tardios e durante a madrugada. A mudança foi mal recebida pelos trabalhadores, que alegam que estas escalas afetam negativamente as suas condições de trabalho. Em resposta, o Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE) anunciou que a paralisação total da manutenção está prevista para o dia 12 de fevereiro, além de uma concentração em local ainda a designar.
Por sua vez, a CP defende que as novas escalas estão de acordo com as regras estabelecidas no Acordo de Empresa Geral em vigor, e critica a opção pela greve, considerando-a uma rutura com a via do diálogo e da negociação. A empresa acredita que a greve é injustificada e prejudica a normalidade do serviço.
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Com o cenário de greve em andamento, os passageiros do Metro do Porto devem antecipar-se a eventuais alterações no serviço e considerar alternativas de transporte durante o período afetado. A empresa continuará a acompanhar a evolução da situação, mantendo a comunicação com o público.

