Um menino de 9 anos, Caleb Chabolla, sofreu queimaduras graves no rosto e nas mãos após participar num desafio perigoso nas redes sociais, que incentivava crianças a colocar brinquedos plásticos no micro-ondas para obter “likes” no TikTok. O incidente ocorreu em Chicago, quando Caleb aqueceu um Needoh cube, um brinquedo sensorial popular entre crianças em idade escolar.

A mãe do menino, Whitney Grubb, explicou que inicialmente pensou que o filho estava apenas a preparar o pequeno-almoço. No entanto, ao abrir o micro-ondas, o cubo explodiu, espalhando o conteúdo gelatinoso quente pelo rosto e mãos de Caleb. O material pegajoso impossibilitou a remoção imediata no chuveiro, levando à transferência urgente do menino para o centro de queimados da Loyola, em Chicago. Segundo Grubb, o olho de Caleb chegou a ficar completamente inchado e fechado após a explosão.
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“Foi um grito que arrepiou os ossos. Não foi nada malicioso, apenas crianças a partilharem histórias, e infelizmente ele decidiu experimentar”, relatou a mãe ao Chicago Sun Times.
Perigos associados a brinquedos sensoriais
Especialistas em queimaduras alertam para a gravidade deste tipo de acidentes. Kelly McElligott, coordenadora de queimados do centro da Loyola, explicou que o material gelatinoso é altamente viscoso e mantém o calor por muito tempo, tornando-o particularmente perigoso e capaz de causar queimaduras profundas.
“Não aqueçam estes brinquedos de forma alguma, seja no micro-ondas ou em água quente. Podem causar danos sérios”, sublinhou McElligott. Paula Petersen, enfermeira especializada em queimados avançada, acrescentou que o caso de Caleb é já o quarto registado este ano envolvendo Needoh cubes, o que evidencia a necessidade de alertar pais e educadores.
Whitney Grubb destacou a importância de conversar com as crianças sobre os perigos de seguir tendências virais, reforçando que os mais novos muitas vezes não têm noção das consequências graves de ações aparentemente inocentes.
Redes sociais e responsabilidade digital
O TikTok, plataforma utilizada para o desafio, possui diretrizes comunitárias que proíbem conteúdos que promovam atividades perigosas. Segundo o porta-voz Nick Smith, a rede social remove este tipo de vídeos sempre que os detecta, tendo eliminado 99,8% de forma proativa no terceiro trimestre do ano passado, e mais de 97% em menos de 24 horas após denúncias.

Apesar das medidas da plataforma, especialistas alertam que tendências virais podem colocar crianças e adolescentes em risco, sobretudo quando não existe supervisão parental adequada. Incidentes como o de Caleb reforçam a necessidade de os pais monitorizarem o conteúdo que os filhos consomem online e ensinarem regras de segurança para evitar acidentes graves.
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Consequências médicas e psicológicas
Além das queimaduras físicas, acidentes deste tipo podem ter impacto psicológico significativo nas crianças, incluindo medo de experiências semelhantes e traumas relacionados a acidentes domésticos. Médicos do centro de queimados da Loyola afirmam que é crucial fornecer apoio psicológico às vítimas, bem como educação preventiva para familiares e comunidades escolares.
O caso de Caleb serve como alerta para pais, educadores e plataformas digitais sobre os perigos das tendências virais e reforça a importância de supervisão ativa, informação clara sobre segurança e limites no uso de redes sociais por menores.


Isso é muito perigoso, ele poderia ter se machucado muito mais, tem que tomar cuidado com isso.