O impacto das intempéries que afetaram Portugal nas últimas semanas tem gerado perdas significativas para empresas e municípios. Quatro mil empresas já reportaram danos superiores a 900 milhões de euros devido aos fortes temporais que atingiram o país, um número que deverá ultrapassar os mil milhões nos próximos dias. A situação exige uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades, que já iniciaram os pagamentos dos primeiros apoios.

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Empresas enfrentam perdas milionárias
De acordo com o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, em visita ao Sobral de Monte Agraço, as candidaturas ao apoio por parte das empresas têm sido numerosas.
“Já há muitas candidaturas, estamos a falar de mais de quatro mil empresas que se candidataram, num valor que anda já a chegar aos mil milhões de euros”, afirmou o governante.
A prioridade tem sido dada às fábricas e unidades produtivas, de forma a proteger o emprego e minimizar o impacto econômico nas regiões afetadas. Até agora, mais de 200 processos foram pagos, com a intenção de agilizar a recuperação das empresas.
Apoio também chega às habitações e aos municípios
No que diz respeito às habitações privadas, mais de 11 mil pedidos de apoio já foram entregues. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro, juntamente com a CCDR Lisboa e Vale do Tejo, iniciou os pagamentos aos cidadãos afetados. O governante destacou que, embora a prioridade tenha sido dada às pessoas e às empresas, agora é a vez de se proceder à avaliação dos danos nos municípios. Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos, dois concelhos do distrito de Lisboa, ainda estão a realizar o levantamento dos prejuízos.
Manuel Castro Almeida sublinhou os “prejuízos enormes” observados em infraestruturas essenciais, como estradas, redes de água e saneamento, e equipamentos públicos, que não são compatíveis com os orçamentos municipais. Para estes casos, o Governo promete apoio financeiro, sendo disponibilizados formulários de candidatura para que os municípios possam solicitar a ajuda necessária. O objetivo é garantir uma “análise justa e equitativa” dos pedidos.
Tragédia humana e material
O mau tempo que afetou o país entre o final de janeiro e início de fevereiro provocou a morte de 16 pessoas e deixou centenas de feridos e desalojados. A destruição de casas, empresas e equipamentos, o fecho de estradas e serviços essenciais, como escolas e transportes, além de cortes de energia e comunicações, são apenas algumas das consequências materiais da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo.
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A situação de calamidade, que englobava 68 concelhos, terminou no domingo, mas os danos causados pelas intempéries ainda estão a ser avaliados. As autoridades têm trabalhado para garantir a recuperação rápida das infraestruturas e o apoio à população, com a promessa de continuar a oferecer suporte àqueles que mais necessitam.

