Marinha iraniana no Golfo de Omã destruída após ofensiva dos EUA

A marinha do Irão no Golfo de Omã foi totalmente neutralizada, segundo responsáveis da defesa dos Estados Unidos. O United States Central Command (CENTCOM) confirmou que 11 embarcações iranianas foram retiradas de ação nas águas que conduzem ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

O destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, USS Thomas Hudner (DDG 116)
Marinha iraniana no Golfo de Omã destruída após ofensiva dos EUA © US NAVY/AFP via Getty Images

A via marítima é utilizada por navios-tanque responsáveis pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo global e de grandes volumes de gás natural por via marítima, o que reforça a sua relevância estratégica.

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Numa publicação na rede social X, o comando norte-americano afirmou que, dois dias antes, o regime iraniano dispunha de 11 navios no Golfo de Omã e que atualmente não resta qualquer embarcação operacional na zona. A mesma fonte declarou que o Irão tem, há décadas, assediado e atacado o transporte marítimo internacional naquela região, garantindo que essa realidade terminou.

Trump defende duração limitada da ofensiva contra o Irão

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que os ataques norte-americanos ao Irão estavam inicialmente previstos para durar entre quatro a cinco semanas, mas assegurou que a operação decorre mais rapidamente do que o planeado. Ainda assim, sublinhou que as forças norte-americanas dispõem de capacidade para prolongar a campanha militar caso seja necessário.

Segundo o chefe de Estado, a ofensiva foi ordenada com o objetivo de travar o desenvolvimento nuclear e o programa de mísseis balísticos de Teerão, que classificou como uma ameaça crescente e inaceitável.

A autorização final para avançar com a operação foi dada na tarde de 27 de fevereiro, de acordo com o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto norte-americano. A operação, designada “Epic Fury”, envolveu mais de 100 aviões de guerra dos EUA e integra uma estratégia mais ampla conduzida em articulação com Israel.

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, recusou avançar um calendário para o fim do conflito, afirmando que essa decisão caberá ao Presidente. Ainda assim, assegurou que não se trata de uma intervenção prolongada nos moldes da guerra do Iraque.

Morte de Ali Khamenei agrava escalada regional

A escalada militar intensificou-se com a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque aéreo realizado em Teerão. A operação, descrita por autoridades como uma ação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, terá atingido o complexo fortificado onde decorria uma reunião de altos responsáveis do regime.

Pelo menos cinco outras figuras de topo do regime iraniano morreram na mesma ofensiva. Os ataques ocorreram de forma simultânea em vários pontos da capital iraniana, numa ação considerada inesperada pelas autoridades de Teerão.

Informações divulgadas indicam que os serviços de inteligência norte-americanos acompanharam durante meses os movimentos do líder iraniano, ajustando o momento do ataque com base em dados obtidos previamente.

Reações internacionais e riscos para o Reino Unido

O conflito já provocou vítimas militares norte-americanas, além de relatos de baixas significativas no Irão, incluindo civis. Num incidente separado, três aviões norte-americanos foram abatidos por engano por forças do Kuwait.

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Entretanto, o Irão respondeu com uma série de ataques na região do Golfo. Um drone atingiu a base britânica da RAF em Akrotiri, no Chipre.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi criticado por Trump por ter inicialmente recusado a utilização de bases aéreas britânicas para os ataques. Perante o agravamento da situação, o Reino Unido está a preparar planos para evacuar mais de 100 mil cidadãos britânicos da região.

A operação representa uma das maiores mobilizações militares norte-americanas no Médio Oriente desde a guerra do Iraque, aumentando a incerteza quanto à estabilidade regional e ao impacto no fornecimento energético global.

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