Uma mansão avaliada em cerca de 4 milhões de libras, localizada em Chelsea, está no centro de uma polémica prolongada devido ao seu avançado estado de degradação, levando o Kensington and Chelsea Council a ordenar a intervenção do proprietário.

O imóvel, situado na Ifield Road, tem sido alvo de queixas constantes por parte dos moradores há mais de uma década. As preocupações remontam a 2010, quando vizinhos, alarmados pelo estado do jardim, entraram na propriedade e descobriram um corpo mumificado no interior. A vítima foi posteriormente identificada como um inquilino chamado Frank, num episódio que chocou a comunidade local.
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Apesar da gravidade da situação, os problemas estruturais e de manutenção da casa persistiram ao longo dos anos, sem uma resposta eficaz por parte do proprietário.
Vegetação invasiva, pragas e insalubridade agravam situação
De acordo com os residentes, a propriedade encontra-se atualmente tomada por vegetação descontrolada, incluindo a espécie invasiva conhecida como “Japanese knotweed”, considerada difícil de erradicar e potencialmente prejudicial para estruturas e terrenos adjacentes.
Além disso, os moradores relatam a presença frequente de ratos, raposas e enxames de mosquitos, agravados por uma alegada fuga de água que se mantém há cerca de dois anos. As janelas partidas e o estado de abandono permitem que plantas cresçam para o interior da habitação, acelerando a sua deterioração.
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Os vizinhos descrevem o edifício como estando “a apodrecer de dentro para fora”, alertando para riscos sanitários e para o impacto negativo no valor das propriedades circundantes.
Petição de moradores pressiona autoridades a agir
Face à ausência de intervenção, 46 residentes da zona assinaram uma petição a exigir medidas concretas por parte das autoridades. Os moradores afirmam que têm sido obrigados a conviver com os efeitos da degradação da casa durante anos, sem solução à vista.
Alguns relatam dificuldades em contactar o proprietário, Nicholas Halbritter, que, apesar de não residir no local, é visto ocasionalmente na propriedade. Segundo testemunhos, as tentativas de diálogo têm sido infrutíferas.
A pressão da comunidade levou o conselho municipal a avançar com uma resposta formal, reconhecendo a necessidade de intervenção.
Medidas legais podem levar a intervenção direta no imóvel
O Kensington and Chelsea Council decidiu emitir uma ordem ao abrigo da chamada “Section 215 notice”, instrumento legal que obriga os proprietários a proceder à limpeza e reabilitação de terrenos ou edifícios em mau estado.
Caso o proprietário não cumpra as exigências, o município poderá avançar com as obras necessárias e posteriormente cobrar os custos ao responsável, ao abrigo de legislação complementar.
Situações semelhantes já terão ocorrido no passado, com investigações conduzidas por autoridades locais vizinhas, embora sem resultados duradouros.
Comunidade exige solução definitiva após anos de impasse
Representantes locais defendem uma atuação mais firme e imediata, argumentando que tentativas anteriores de resolução não produziram efeitos. Há também apelos para que o município recorra a mecanismos legais adicionais que permitam intervir diretamente na propriedade sem depender da colaboração do proprietário.
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A autarquia confirmou que irá dar seguimento ao processo de acordo com a legislação em vigor, sublinhando o compromisso de responder às preocupações dos residentes.
O caso evidencia os desafios associados à gestão de imóveis abandonados em zonas urbanas densas, bem como o impacto que estas situações podem ter na qualidade de vida das comunidades e no ambiente urbano.

