O Manchester United anunciou, na manhã desta segunda-feira, a saída de Ruben Amorim do cargo de treinador principal, após 14 meses à frente da equipa. A decisão surge na sequência de uma tensão crescente com a hierarquia do clube sobre a política de transferências, depois do empate frente ao Leeds, no domingo. Amorim terá exigido que os responsáveis pelo recrutamento “fizessem o seu trabalho”, evidenciando um confronto direto com a direção.

O clube explicou que a decisão foi tomada com o objetivo de “proporcionar à equipa a melhor oportunidade de alcançar a mais alta posição possível na Premier League”, agradecendo ao técnico pela sua contribuição e desejando-lhe sucesso futuro. Amorim, de 40 anos, tinha contrato até junho de 2027, com opção de mais uma época, e deixa o United após uma campanha marcada por resultados dececionantes, incluindo o 15.º lugar na última temporada da Premier League e a derrota na final da Liga Europa frente ao Tottenham.
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Darren Fletcher, antigo médio do United e atual treinador da equipa sub-18, assumirá interinamente os comandos da equipa, começando já no jogo contra o Burnley na quarta-feira, podendo permanecer até ao encontro da FA Cup frente ao Brighton.
Possíveis candidatos para o comando técnico do Manchester United
O clube ainda não decidiu se irá nomear um treinador permanente já nesta temporada ou apenas no verão. O processo de seleção será liderado por Jason Wilcox, diretor de futebol, e Omar Berrada, CEO do Manchester United. Caso opte por uma solução temporária até ao final da época, Darren Fletcher ou Michael Carrick, que já foi treinador interino em 2021, são hipóteses consideradas.
Entre os candidatos permanentes, destacam-se Oliver Glasner, do Crystal Palace, conhecido pela flexibilidade tática, e Andoni Iraola, atualmente no Bournemouth, além do desempregado Enzo Maresca. Thomas Tuchel esteve próximo de assumir a equipa no verão passado, mas a sua ligação à seleção inglesa no Mundial de 2026 pode inviabilizar a contratação. Gareth Southgate, Mauricio Pochettino e Xavi surgem como opções mais remotas devido a compromissos atuais e à experiência limitada na Premier League.
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A saída de Amorim evidencia também a estrutura do United, onde a autoridade de Wilcox e Berrada sobre a política futebolística supera a do treinador, um ponto central na frustração do técnico português. Apesar de ter recebido apoio financeiro considerável, cerca de 250 milhões de libras em transferências, Amorim foi considerado incapaz de evoluir a equipa dentro do sistema pretendido, levando o clube a perder confiança no seu projeto a longo prazo.

