Pelo menos 16 pessoas morreram este ano devido à malária na província de Sofala, no centro de Moçambique, segundo dados divulgados pelas autoridades locais. No mesmo período de 2025, tinham sido registados nove óbitos, o que representa um agravamento da situação sanitária na região.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da província de Sofala, Manuel Rodrigues, durante as celebrações do Dia Mundial da Luta contra a Malária, realizadas no distrito de Nhamatanda.
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De acordo com o responsável, o número de casos também registou um crescimento expressivo. A taxa de incidência provincial passou de 68 casos por cada mil habitantes, em 2025, para 129 casos por mil habitantes em 2026, revelando uma expansão significativa da doença.
Além disso, a província contabilizou mais de 370 mil casos de malária este ano, valor muito superior aos mais de 190 mil casos registados no mesmo período do ano passado.
Manuel Rodrigues sublinhou que a malária continua a representar um sério problema de saúde pública em Sofala e apelou ao envolvimento coletivo da população e das instituições para reduzir a propagação da doença.
Autoridades reforçam apelos à prevenção e uso de redes mosquiteiras
Perante o aumento dos casos, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, reforçou a necessidade de adoção de medidas preventivas, com especial destaque para o uso correto de redes mosquiteiras, eliminação de criadouros de mosquitos e maior mobilização comunitária.
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As autoridades defendem que a prevenção continua a ser uma das ferramentas mais eficazes no combate à malária, sobretudo em zonas onde a doença mantém elevada incidência ao longo do ano.
A utilização regular de redes tratadas com inseticida, a drenagem de águas paradas e a limpeza dos espaços envolventes são algumas das recomendações deixadas pelos responsáveis provinciais.
Província de Tete também regista aumento de infeções por malária
Na província de Tete, igualmente situada no centro de Moçambique, foram registados 258.057 casos de malária, que resultaram em nove mortes, contra 247.742 casos no ano passado. Os números representam um aumento de 4,2%.
O governador de Tete, Domingos Viola, afirmou que o Governo irá continuar a investir em estratégias de prevenção e resposta, nomeadamente através da distribuição de redes mosquiteiras nas consultas pré-natais, vacinação de crianças entre os 6 e os 18 meses e campanhas sazonais de quimioprevenção.
Está ainda prevista a distribuição de mais de dois milhões de redes mosquiteiras naquela região, como forma de reforçar a proteção das comunidades mais vulneráveis.
Moçambique registou quase 500 mortes por malária em 2025
Dados oficiais indicam que pelo menos 496 pessoas morreram vítimas de malária em Moçambique durante 2025, um aumento de 39% face ao ano anterior, quando foram registados 358 óbitos.
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Nas primeiras seis semanas de 2026, o país contabilizou já 49 mortes entre mais de 1,35 milhões de pessoas infetadas.
Segundo o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, o número de casos aumentou 55% em comparação com igual período do ano passado. Ainda assim, o total de mortes registadas neste início de ano baixou 38%, quando em 2025 tinham sido reportados 79 óbitos.
A malária continua a ser uma das principais ameaças à saúde pública em Moçambique, levando as autoridades a insistirem na prevenção, no tratamento precoce e no reforço das campanhas de sensibilização.

