Uma mulher e os seus dois filhos foram condenados a penas de prisão perpétua pelo homicídio de um familiar, esfaqueado mortalmente à porta de casa, em Blackburn, no Reino Unido. O crime ocorreu em junho do ano passado e, segundo o tribunal, foi motivado por um sentimento de vingança relacionado com um desentendimento ocorrido meses antes.

Joanne Maxwell, de 44 anos, juntamente com o filho Liam Donlin, de 25, e a filha Amie Clegg, de 22, terão atuado de forma coordenada para concretizar o ataque a Paul Scott, de 37 anos. O juiz responsável pelo caso descreveu Maxwell como a “matriarca vingativa” que idealizou o plano, após um conflito ocorrido numa festa de aniversário da filha.
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O incidente que esteve na origem do crime remonta a uma altercação envolvendo Maxwell, o seu companheiro e outros convidados, incluindo pessoas próximas da vítima. Nos meses seguintes, terão sido proferidas várias ameaças, levando Paul Scott a manifestar receio pela sua segurança.
Ataque planeado culminou em homicídio à porta de casa
No dia do crime, os três arguidos encontravam-se juntos após uma noite em que estiveram a consumir bebidas alcoólicas. Mais tarde, regressaram à residência familiar, onde se muniram de várias facas de cozinha antes de se dirigirem à casa da vítima.
Durante o trajeto, um motorista de táxi relatou ter ouvido comentários que indicavam a intenção de confrontar Paul Scott. Segundo o testemunho, Liam Donlin demonstrava crescente agressividade, incentivado pelas duas mulheres.
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Já no local, Amie Clegg terá atraído a vítima até à porta, utilizando a relação de proximidade que mantinha com o mesmo. No momento em que Paul Scott abriu a porta, foi atingido no peito com uma faca de cozinha de cerca de 20 centímetros, num golpe que atingiu diretamente o coração e provocou a sua morte.
Tribunal destaca gravidade e impacto do crime
Durante o julgamento, os três arguidos negaram a acusação de homicídio. Liam Donlin alegou que apenas pretendia intimidar a vítima, enquanto as duas mulheres optaram por não prestar declarações em tribunal.
Apesar disso, o júri considerou provada a atuação conjunta e deliberada, tendo declarado os três culpados após poucas horas de deliberação. Foram ainda condenados por posse de arma branca.
O tribunal aplicou penas de prisão perpétua, com períodos mínimos de cumprimento de 26 anos para Liam Donlin, 23 anos para Joanne Maxwell e 20 anos para Amie Clegg.
Na leitura da sentença, o juiz destacou a natureza “cruel e desnecessária” do crime, sublinhando que teve origem num motivo considerado trivial. Referiu ainda o impacto duradouro na família da vítima, descrevendo Paul Scott como um homem “bondoso e compassivo”, cuja vida foi interrompida de forma trágica.
Decisão judicial sublinha responsabilidade da mãe
O juiz atribuiu particular responsabilidade a Joanne Maxwell, considerando que, enquanto figura parental, deveria ter evitado a escalada de violência. Em vez disso, entendeu que teve um papel determinante na concretização do ataque.
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Embora tenha sido considerado que as duas mulheres não pretendiam necessariamente causar a morte da vítima, o tribunal concluiu que o ato de violência grave era intencional. Já no caso de Liam Donlin, foi entendido que existiu intenção de matar, tendo em conta a natureza do golpe infligido.
O caso evidencia as consequências extremas de conflitos interpessoais não resolvidos, culminando num crime que deixou marcas profundas na família da vítima e na comunidade local.

