O atual diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, foi oficialmente nomeado para assumir o cargo de ministro da Administração Interna, substituindo Maria Lúcia Amaral. A posse ocorrerá na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, pelas 10 horas, no Palácio de Belém, conforme comunicado da Presidência da República. A decisão foi aceite pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, depois de proposta do primeiro-ministro, Luís Montenegro, refletindo a confiança do Governo na experiência operacional do novo ministro.

A nomeação surge num contexto de transição no ministério, após a demissão de Maria Lúcia Amaral a 10 de fevereiro, que esteve à frente da pasta por um curto período, vindo da sua experiência como Provedora de Justiça.
PUBLICIDADE
Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.
Percurso de Luís Neves na Polícia Judiciária
Licenciado em Direito, Luís Neves ingressou na Polícia Judiciária em 1995, após uma breve passagem pela advocacia. Desde 2018, ocupa o cargo de diretor nacional, sendo responsável por coordenar a investigação criminal em áreas sensíveis e complexas, incluindo crime violento e organizado, terrorismo, sequestros, assaltos à mão armada, tráfico de armas e de seres humanos, crimes com recurso a engenhos explosivos e delitos contra órgãos de soberania.
Ao longo da carreira, Neves assumiu funções de direção em unidades especializadas, como a Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e a extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), adquirindo experiência em operações de alto risco e na coordenação de equipas multidisciplinares em casos nacionais e internacionais. O seu percurso é marcado pela condução de investigações de grande complexidade e pela implementação de estratégias de segurança em situações de emergência e risco elevado.
Substituição de Maria Lúcia Amaral e desafios à frente do ministério
Luís Neves sucede a Maria Lúcia Amaral, antiga Provedora de Justiça, que deixou o cargo no início de fevereiro. A sua nomeação representa uma aposta do Governo em um perfil com forte experiência prática na área da segurança interna, com conhecimentos aprofundados em investigação criminal e combate a organizações criminosas.
O novo ministro enfrentará desafios significativos, incluindo o combate à criminalidade organizada, prevenção de terrorismo e extremismo, segurança pública, gestão de forças policiais e coordenação de políticas de segurança em todo o território nacional. Espera-se que a sua experiência na PJ contribua para reforçar a capacidade de resposta das autoridades face a crimes complexos e ameaças emergentes.
PUBLICIDADE
Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.
Além disso, o ministério terá de acompanhar políticas de modernização das forças de segurança, reforço do controlo interno e transparência, assegurando a confiança pública nas instituições. A posse de Luís Neves marca o início de um ciclo de continuidade e consolidação de medidas estratégicas no âmbito da administração interna e segurança do país.
O Governo sublinha a importância de contar com um ministro com experiência operacional, capaz de coordenar eficazmente a atuação das forças policiais, fortalecer mecanismos de prevenção e resposta rápida a crises e contribuir para políticas públicas que assegurem a segurança e proteção da população.

