O Lloyds Banking Group enfrenta um intenso escrutínio após uma falha grave na sua aplicação bancária ter permitido que alguns clientes visualizassem transações de outros utilizadores. O incidente, ocorrido na semana passada, levou o Treasury Committee a exigir esclarecimentos imediatos.

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A presidente do comité, Dame Meg Hillier, enviou uma carta formal ao diretor executivo do grupo, Charlie Nunn, solicitando detalhes completos sobre a situação. No documento, intitulado “divulgação indevida de informação de contas individuais”, são pedidos dados sobre o número de clientes afetados, a natureza da informação exposta e eventuais compensações a atribuir.
Dame Meg Hillier classificou o incidente como “uma violação alarmante da confidencialidade dos dados”, sublinhando a necessidade de transparência por parte da instituição financeira.
Clientes relatam acesso a transações e dados sensíveis de terceiros
A falha foi reportada a 12 de março por utilizadores das aplicações do Bank of Scotland, Lloyds e Halifax. Durante o erro, alguns clientes conseguiram visualizar informações de contas alheias, incluindo débitos diretos, salários, levantamentos de numerário e, em certos casos, números de segurança social associados a pagamentos.
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Uma cliente relatou à imprensa que, ao aceder à aplicação, percebeu que estava “a olhar para a vida de outra pessoa”, tendo conseguido visualizar dados de seis utilizadores diferentes ao longo de cerca de 20 minutos.
O comité parlamentar determinou prazos para a apresentação de relatórios. No prazo de um mês, o Lloyds deverá indicar se algum cliente foi vítima de fraude financeira na sequência da falha. Já num período de seis meses, será exigida uma análise detalhada sobre a origem do problema e as medidas adotadas para evitar ocorrências semelhantes.
Regulador acompanha o caso e reforça exigências de segurança
A Financial Conduct Authority confirmou estar em contacto com o banco para apurar as causas do incidente e acompanhar a sua resolução. O regulador recordou que as instituições financeiras têm a obrigação de proteger os dados dos clientes e de responder rapidamente a falhas operacionais.
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Este episódio surge num contexto já sensível para o setor bancário. No ano passado, o comité concluiu que nove dos principais bancos acumularam pelo menos 33 dias de falhas operacionais ao longo de dois anos.
O Lloyds já apresentou um pedido de desculpas aos clientes afetados e garantiu estar a investigar o sucedido, enquanto a pressão política e regulatória continua a aumentar.

