O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, alertou que o aumento dos ataques contra judeus no Reino Unido representa uma “crise para todos” e exige uma resposta “de toda a sociedade”. A declaração surge na sequência de um ataque terrorista em Londres que voltou a colocar a segurança das comunidades judaicas no centro do debate político.

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O chefe do Governo irá reunir-se com várias figuras de destaque de setores como negócios, sociedade civil, saúde, cultura, ensino superior e forças policiais, com o objetivo de discutir medidas concretas para combater o antissemitismo. Starmer pretende ainda analisar as implicações internas relacionadas com o conflito no Médio Oriente, incluindo o aumento do nível de ameaça contra comunidades judaicas no país.
“Não basta simplesmente dizer que estamos com as comunidades judaicas. Temos de o demonstrar”, afirmou o primeiro-ministro, sublinhando que a responsabilidade deve ser partilhada por toda a sociedade.
Ataque em Golders Green e aumento do nível de ameaça
A preocupação do governo intensificou-se após um ataque ocorrido em Golders Green, no norte de Londres, onde dois homens judeus foram esfaqueados. O suspeito, Essa Suleiman, de 45 anos, foi acusado de tentativa de homicídio. Na sequência do incidente, o nível de ameaça terrorista no Reino Unido foi elevado para “grave”.
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Sir Keir Starmer classificou o ataque como “totalmente horrível”, mas afirmou que não se trata de um caso isolado, integrando um padrão mais amplo de crescimento do antissemitismo no país.
“Tem deixado as comunidades judaicas com medo, zangadas e a questionar se este país, o seu lar, é seguro para elas”, declarou.
Debate político sobre manifestações pró-Palestina
O aumento dos incidentes alimentou também o debate político em torno das manifestações pró-Palestina no Reino Unido. A líder conservadora, Kemi Badenoch, defendeu a proibição destes protestos, argumentando que estão a ter impacto negativo sobre a comunidade judaica britânica.
Sir Keir Starmer admitiu a possibilidade de restringir algumas destas manifestações e defendeu uma abordagem mais rigorosa relativamente a expressões utilizadas durante os protestos. Em particular, referiu a necessidade de responsabilizar quem entoa a frase “globalizar a intifada”, expressão que críticos consideram um apelo à violência contra israelitas e judeus.
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O primeiro-ministro sublinhou que os manifestantes têm também a responsabilidade de condenar este tipo de linguagem.
Por outro lado, a coligação Stop the War defendeu as manifestações, afirmando que estas não representam qualquer ameaça para a comunidade judaica e que incluem a participação de milhares de judeus, frequentemente organizados em blocos próprios.

