Dois adolescentes foram considerados culpados pelo homicídio involuntário de um homem de 49 anos, após este ser atraído para uma praia, onde foi agredido com pedras e uma garrafa. O caso, que ocorreu em agosto do ano passado, resultou numa morte brutal e numa condenação que marcará a vida dos jovens para sempre.

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O caso e a tragédia em Leysdown-on-Sea
O incidente aconteceu a 10 de agosto de 2022, em Leysdown-on-Sea, na Ilha de Sheppey, em Kent. A vítima, Alexander Cashford, foi encontrada deitada de bruços na lama, após ter sido atacada com pedras e uma garrafa por três adolescentes, uma rapariga e dois rapazes, com idades de 15 e 16 anos, que não podem ser identificados por questões legais. O trio foi inicialmente julgado por homicídio, mas, após o julgamento, a rapariga e o rapaz de 15 anos foram considerados culpados de homicídio involuntário, enquanto o outro rapaz de 16 anos já havia admitido a mesma acusação.
Apesar de inicialmente acusados de homicídio, os três foram absolvidos da acusação de assassinato. A corte ouviu como os jovens acreditavam que Cashford fosse um pedófilo e o atraíram para a praia, onde o atacaram. Ele foi perseguido e golpeado até cair no chão, onde foi agredido repetidamente. Um vídeo gravado por um dos adolescentes mostra o momento em que a vítima é atingida com uma garrafa na cabeça.
O que levou à tragédia
De acordo com os relatos do tribunal, Cashford conheceu a rapariga, que usava o pseudónimo Sienna, num salão de jogos no dia 8 de agosto. Ele lhe deu o seu número de telefone e um cartão de visita com um nome falso. O trio trocou mensagens com Cashford, que se fez passar por um homem de 30 anos. Durante as conversas, ele sugeriu que gostaria de beijar a rapariga e perguntou se ela gostava de champanhe.
Após algum tempo, foi combinado um encontro à beira-mar, onde o ataque se desenrolou. O rapaz de 16 anos, responsável pelo golpe fatal, afirmou que o atacou porque sentia que a polícia não teria tomado medidas se a situação tivesse sido denunciada. Durante o ataque, a rapariga gritou insultos à vítima, chamando-lhe “pedófilo”, enquanto filmava a perseguição.
As imagens do telemóvel mostram o momento em que o rapaz ataca Cashford com a garrafa, embora tenha afirmado não acreditar que o golpe causaria ferimentos graves. No entanto, um exame post-mortem revelou lesões graves na cabeça e no rosto da vítima, além de várias costelas fraturadas que perfuraram o pulmão.
Uma morte brutal e consequências para os acusados
O caso causou grande comoção e foi descrito pelo inspetor-chefe Neil Kimber, da polícia de Kent, como um “comportamento quase predatório” por parte dos dois rapazes que seguiram e atacaram a vítima. Kimber ainda revelou que os jovens estavam ansiosos para publicar imagens do ataque nas redes sociais logo após a morte de Cashford.

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A promotora Natalie Smith descreveu o ataque como “deliberado e violento”, com Cashford incapaz de se defender. “Ele foi atingido por trás com uma garrafa e, apesar de tentar fugir, foi implacavelmente perseguido e agredido, mesmo quando já estava no chão”, afirmou.
O julgamento terminou com a condenação dos três adolescentes, que serão sentenciados em abril deste ano. A juíza Mrs. Justice Cheema-Grubb afirmou que as decisões tomadas durante o julgamento “mudarão as suas vidas para sempre”.

