Duas jovens banidas de bares e hotéis no Reino Unido após vandalismo

Duas jovens de 19 anos foram proibidas de frequentar todos os pubs, bares, discotecas e hotéis no Reino Unido durante seis meses, após protagonizarem um episódio de violência e vandalismo num hotel em Bournemouth. O incidente ocorreu em abril do ano passado, no Trouville Hotel, onde as jovens entraram sem serem hóspedes, acompanhadas por uma terceira pessoa.

Duas jovens de 19 anos foram proibidas de frequentar todos os pubs
Duas jovens banidas de bares e hotéis no Reino Unido após vandalismo © BNPS

De acordo com a acusação, o comportamento das envolvidas foi considerado “vergonhoso” e teve consequências significativas, tanto a nível material como reputacional para a unidade hoteleira. Os prejuízos foram estimados em cerca de 4.000 libras, valor que inclui não só os danos causados nas instalações, mas também compensações financeiras a clientes que presenciaram os acontecimentos e optaram por cancelar ou alterar as suas reservas.

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Durante o incidente, uma das jovens segurava uma garrafa de vodka enquanto utilizava sapatos de salto alto para danificar a porta de um escritório nas traseiras do hotel. Nesse espaço, uma funcionária tinha-se refugiado por receio da escalada de agressividade, após ter sido ameaçada verbalmente, alvo de insultos e até cuspida. Momentos antes, a mesma jovem terá proferido ameaças diretas, afirmando que iria agredir a funcionária.

Além disso, vários objetos foram arremessados, incluindo vasos com flores, um monitor de computador e um telefone, sendo que este último atingiu um funcionário na cabeça. Noutra fase do incidente, um extintor foi retirado do suporte por uma das jovens, que alegadamente considerou “engraçado” utilizá-lo contra alguém. Embora não o tenha acionado, o objeto acabou por ser lançado na direção dos funcionários, aumentando o risco de ferimentos graves.

Histórico de incidentes agrava decisão do tribunal

A decisão judicial teve em conta o historial recente de comportamentos problemáticos das jovens, que evidencia um padrão de conduta agressiva e desrespeitosa. Cerca de cinco semanas antes do episódio no hotel, duas das envolvidas estiveram implicadas numa agressão a três funcionários de uma discoteca, após terem sido expulsas por se encontrarem em estado de embriaguez.

Meses antes, estiveram ainda associadas a um incidente com um taxista, no qual se recusaram a pagar a viagem. O caso ganhou maior visibilidade depois de as próprias terem partilhado conteúdos relacionados com o sucedido nas redes sociais, numa atitude considerada imprudente e desafiadora pelas autoridades.

Perante este histórico, a juíza responsável pelo caso sublinhou a gravidade das ações e o impacto causado nas vítimas, tanto a nível físico como psicológico. Destacou ainda que os factos configuram crimes que, em circunstâncias normais, justificariam penas de prisão efetiva.

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Ainda assim, o tribunal optou por suspender a execução das penas de prisão, considerando tratar-se de uma oportunidade final para as jovens alterarem o seu comportamento. A magistrada alertou que qualquer reincidência resultará, muito provavelmente, numa pena de prisão efetiva, não deixando margem para novas concessões.

Condenações incluem penas suspensas e programas de reabilitação

Ambas as jovens foram condenadas a penas de prisão de 12 semanas, suspensas por um período de 12 meses, ficando obrigadas a cumprir um conjunto de condições impostas pelo tribunal. Entre estas, destaca-se o pagamento de uma multa no valor de 350 libras.

Uma das condenadas terá ainda de participar num programa de reabilitação, que inclui 15 dias de atividades supervisionadas e 12 sessões de acompanhamento ao nível da saúde mental, com o objetivo de promover mudanças comportamentais e prevenir novos episódios de violência.

Os advogados de defesa sublinharam, em tribunal, que as jovens demonstraram arrependimento pelas suas ações. Foi também referido que uma delas considerou a experiência de passar a noite numa esquadra policial como traumática, o que poderá ter contribuído para uma maior consciencialização das consequências dos seus atos.

Proibição nacional limita vida social e reforça responsabilização

Como parte das sanções aplicadas, as jovens ficam proibidas de frequentar quaisquer estabelecimentos de consumo de álcool, incluindo pubs, bares e discotecas, bem como hotéis em todo o território do Reino Unido durante um período de seis meses, exceto quando tal seja exigido por motivos profissionais.

O tribunal reconheceu que esta medida terá um impacto significativo na vida social das condenadas, sobretudo tendo em conta a sua idade. No entanto, reforçou que a restrição constitui uma resposta proporcional à gravidade dos factos e visa não apenas punir, mas também prevenir a repetição de comportamentos semelhantes.

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A terceira envolvida no caso foi julgada separadamente meses antes, tendo recebido uma dispensa condicional de 12 meses e sido condenada ao pagamento de custas judiciais.

Este caso levanta novamente o debate sobre comportamentos violentos associados ao consumo excessivo de álcool e a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção, especialmente entre os mais jovens.

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