Um homem de 18 anos foi extraditado do Dubai para o Reino Unido e formalmente acusado do homicídio de uma mulher num caso que abalou Westminster, em Londres, em 2024.

Enzo Bettamio chegou ao território britânico na sexta-feira, após uma operação coordenada entre a Polícia Metropolitana de Londres e equipas especializadas da Crown Prosecution Service, organismo responsável pelas acusações criminais em Inglaterra e no País de Gales. O processo contou ainda com unidades dedicadas à extradição e cooperação internacional.
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As autoridades britânicas confirmaram que o suspeito deverá comparecer no Tribunal de Magistrados de Westminster, onde enfrentará as primeiras diligências judiciais relacionadas com a acusação de homicídio.
O regresso do arguido ao Reino Unido representa um avanço significativo numa investigação que se prolongava há cerca de dois anos.
Mulher foi morta em alojamento local avaliado em 4 milhões de libras
A vítima foi identificada como Kamonnan Thiamphanit, conhecida por Angela. A mulher, de 27 anos, foi encontrada morta na manhã de 8 de abril de 2024 num alojamento local de luxo, avaliado em aproximadamente quatro milhões de libras.
O imóvel situa-se em Stanhope Place, na zona de Bayswater, nas proximidades de Hyde Park, uma das áreas mais valorizadas e conhecidas da capital britânica. A propriedade encontra-se classificada como edifício de Grau II, estatuto atribuído a construções de interesse histórico ou arquitetónico especial.
Segundo a polícia, os agentes deslocaram-se ao local por volta das 8h30 e encontraram Angela com múltiplos ferimentos provocados por arma branca. Apesar da intervenção das autoridades, a vítima foi declarada morta no local.
A natureza violenta do crime causou forte impacto mediático no Reino Unido, sobretudo por ter ocorrido numa zona nobre e turística de Londres.
Polícia foi alertada antes da descoberta do corpo
Após o homicídio, a Polícia Metropolitana remeteu o caso ao Independent Office for Police Conduct, entidade independente que supervisiona a atuação policial no Reino Unido.
A decisão foi tomada depois de se saber que amigos de Kamonnan Thiamphanit contactaram a polícia em duas ocasiões no dia anterior à descoberta do corpo, demonstrando preocupação com o paradeiro da jovem.
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Na altura, o caso foi inicialmente classificado como uma investigação de desaparecimento de risco médio. Apenas mais tarde os agentes decidiram forçar a entrada no imóvel, onde acabariam por encontrar a vítima sem vida.
O desenvolvimento levantou questões sobre os procedimentos adotados pelas autoridades e sobre a resposta dada aos alertas recebidos antes da tragédia.
Inspetora agradece apoio da família durante investigação
A inspetora-chefe Alison Foxwell, que lidera a investigação criminal, deixou uma mensagem pública de reconhecimento à família e aos amigos de Angela.
Segundo a responsável, os familiares demonstraram paciência e apoio inabalável ao longo de um período extremamente difícil e doloroso, marcado pela espera por respostas e pelo avanço das diligências policiais.
As autoridades não revelaram, para já, mais detalhes sobre as circunstâncias exatas do crime nem sobre a eventual relação entre o suspeito e a vítima.
Investigação continua e julgamento deverá avançar
Com a extradição concluída e a acusação formalizada, o processo entra agora numa nova fase judicial no Reino Unido. O tribunal irá apreciar os próximos passos legais, incluindo a eventual continuação da detenção do arguido e o encaminhamento do caso para instâncias superiores.
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A investigação prossegue em Londres, enquanto as autoridades procuram esclarecer todos os contornos do homicídio que vitimou Kamonnan Thiamphanit, cidadã com nacionalidade chinesa, de Hong Kong e tailandesa.
O caso continua a gerar atenção pública, tanto pela gravidade dos factos como pela dimensão internacional envolvida na captura e extradição do suspeito.


Pessoas assim tem que ser presas mesmo.