Jornalista norte-americana raptada em Bagdade após abordagem por homens armados

Uma jornalista norte-americana premiada foi raptada nas ruas de Bagdade, num incidente que está a gerar forte preocupação a nível internacional. Shelly Kittleson foi vista pela última vez na noite de terça-feira, quando foi abordada por vários homens armados e forçada a entrar num veículo, em circunstâncias que apontam para uma operação coordenada.

Uma jornalista norte-americana
Jornalista norte-americana raptada em Bagdade após abordagem por homens armados © AP

Durante a fuga, registou-se um acidente envolvendo um dos carros utilizados no rapto, que capotou e acabou destruído. As autoridades iraquianas conseguiram deter um dos suspeitos no local, mas até ao momento a jornalista permanece desaparecida, intensificando os receios quanto à sua segurança.

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O Ministério do Interior do Iraque confirmou oficialmente que uma “jornalista estrangeira foi raptada por indivíduos desconhecidos” na capital. As autoridades garantem que estão em curso diligências para identificar todos os envolvidos, localizar o paradeiro da vítima e assegurar a sua libertação com a maior brevidade possível. Entre as hipóteses em investigação está a eventual ligação do crime a uma milícia pró-Irão ativa na região.

Autoridades norte-americanas acompanham o caso e reforçam cooperação

Fontes ligadas à administração de Donald Trump indicaram que já existiam alertas prévios sobre possíveis ameaças à jornalista, tendo sido inclusive desaconselhada a sua deslocação ao Iraque. Um responsável norte-americano, que falou sob anonimato, revelou que o Departamento de Estado está plenamente informado sobre o rapto e a trabalhar em estreita colaboração com o Governo iraquiano para garantir a libertação de Shelly Kittleson.

A jornalista é amplamente reconhecida pelo seu trabalho de reportagem em zonas de conflito, incluindo coberturas no Afeganistão e na Síria. Nos últimos meses, encontrava-se baseada no Iraque, onde desenvolvia investigações sobre temas sensíveis, como os direitos das mulheres, a influência crescente de milícias armadas e os impactos regionais do conflito com o Irão.

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Caso recorda sequestros anteriores e aumenta tensão na região

O rapto de Shelly Kittleson faz recordar o caso de Elizabeth Tsurkov, que foi sequestrada em março de 2023 também em Bagdade. A investigadora foi mantida em cativeiro durante 903 dias pela milícia Kataib Hezbollah, sendo posteriormente libertada ao abrigo de um acordo negociado com mediação dos Estados Unidos.

Este antecedente reforça as preocupações quanto ao possível envolvimento de grupos armados organizados no atual caso, bem como os riscos enfrentados por jornalistas e investigadores estrangeiros que operam na região.

Comunidade internacional pede libertação imediata

A atual entidade empregadora da jornalista, Al-Monitor, reagiu com “profunda preocupação” ao incidente, apelando à libertação imediata e incondicional da sua colaboradora. Em comunicado, a organização destacou a relevância do trabalho desenvolvido por Kittleson, sublinhando o seu contributo para a compreensão de temas complexos no Médio Oriente.

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Entretanto, cresce a pressão internacional sobre as autoridades iraquianas para garantir uma resposta rápida e eficaz. Organizações de defesa da liberdade de imprensa e vários governos têm vindo a acompanhar o caso com atenção, alertando para os riscos crescentes enfrentados por jornalistas em contextos de instabilidade política e militar.

As operações de busca continuam no terreno, enquanto o caso se afirma como mais um exemplo das ameaças persistentes à segurança de profissionais de comunicação em zonas de conflito.

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