O Presidente da República de Angola, João Lourenço, manifestou a sua solidariedade às famílias afectadas pelas fortes chuvas que atingiram diversas regiões do país nos últimos dias, provocando 33 mortos, vários desaparecidos e milhares de desalojados, sobretudo nas províncias de Benguela, Luanda e Cuanza-Sul.

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Numa mensagem divulgada na página oficial da Presidência, o Chefe de Estado lamentou profundamente a perda de vidas humanas e destacou a existência de cidadãos ainda desaparecidos, sublinhando a urgência das operações de busca, resgate e assistência médica. O governante referiu igualmente os danos significativos causados pelas intempéries, incluindo casas inundadas ou destruídas, estradas cortadas e prejuízos em infra-estruturas essenciais, como sistemas de abastecimento de água.
Face à gravidade da situação, João Lourenço apresentou condolências às famílias enlutadas e garantiu o empenho do Executivo na assistência às populações afectadas, assegurando que todas as medidas necessárias serão adoptadas para minimizar os impactos do desastre.
Operações de resgate intensificadas nas zonas mais afectadas
O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros intensificou as operações de busca e salvamento nas províncias de Luanda, Benguela e Cuanza-Sul, mobilizando equipas especializadas e meios técnicos adicionais para responder à situação.
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De acordo com os dados mais recentes, além das 33 vítimas mortais, há registo de 18 feridos e três desaparecidos, sendo que mais de 34.680 famílias foram afectadas. A província de Benguela concentra o maior número de óbitos, com 23 mortes, seguida de Luanda, com seis, e do Cuanza-Sul, com quatro.
As equipas no terreno têm actuado no resgate de vítimas em zonas inundadas, remoção de escombros e sucção de águas, procurando acelerar a localização de sobreviventes e a recuperação de corpos nas áreas mais críticas. As autoridades apelam à população para a adopção de medidas de precaução, sobretudo em zonas de risco.
Benguela e Cuanza-Sul registam maiores prejuízos materiais
Na província de Benguela, particularmente nas cidades do Lobito e da Catumbela, as chuvas causaram inundações severas, destruição de habitações e interrupções no fornecimento de energia eléctrica devido à queda de postes. Algumas vias permaneceram intransitáveis, condicionando a actividade económica e o funcionamento de serviços.
Segundo as autoridades locais, 201 residências foram inundadas, das quais 17 ficaram destruídas. Registaram-se ainda danos em infra-estruturas rodoviárias, incluindo a queda de uma ponte no município de Caimbambo.
O governador provincial, Manuel Nunes Júnior, assegurou que as famílias afectadas estão a receber apoio e destacou que a circulação na Estrada Nacional 100 já foi restabelecida, após constrangimentos iniciais.
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No Cuanza-Sul, o balanço aponta para quatro mortos, um ferido e 685 infra-estruturas afectadas. Destas, 538 residências ficaram inundadas, 47 foram destruídas e 97 sofreram danos consideráveis, sendo o município da Quibala o mais afectado.
As autoridades continuam a monitorizar a situação e a prestar assistência às populações, numa altura em que se mantêm os esforços para minimizar os impactos causados pelas chuvas intensas.

