O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, de 70 anos, registou uma piora no estado de saúde após uma nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. A informação foi divulgada pela equipa médica responsável pelo tratamento neste domingo, 15 de março de 2026.

Bolsonaro encontra-se internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital DF Star desde sexta-feira, 13 de março, depois de ter sido diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Perante a evolução clínica recente, os médicos decidiram ampliar a cobertura do tratamento com antibióticos, apesar de terem sido observados sinais de melhoria na função renal.
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Segundo o boletim médico, o quadro clínico permanece grave, mas estável, e o tempo de internamento ainda não pode ser determinado.
Agravamento da infeção leva médicos a reforçar antibióticos
De acordo com a equipa médica, a nova elevação dos marcadores inflamatórios indicou uma intensificação da infeção, o que motivou o reforço da terapêutica antibiótica.
Entre os sintomas apresentados pelo ex-presidente estão pressão arterial baixa, diminuição da saturação de oxigénio, febre, calafrios, sudorese, soluços persistentes, náuseas, vómitos e bacteremia, condição caracterizada pela presença de bactérias na corrente sanguínea.
O tratamento antibiótico foi iniciado logo após a admissão hospitalar e deverá continuar por sete dias no total. Durante este período, os médicos irão avaliar a resposta do organismo aos fármacos e decidir se será necessário prolongar o tratamento ou alterar a medicação.
Diagnóstico de broncopneumonia após mal-estar na prisão
O episódio que levou ao internamento ocorreu por volta das 2h da madrugada no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Bolsonaro se encontrava detido.
Uma equipa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou o primeiro atendimento no local. Posteriormente, o médico Brasil Caiado avaliou o ex-presidente e levantou a suspeita de pneumonia.
Bolsonaro foi transferido para o hospital por volta das 8h50, onde realizou diversos exames, incluindo tomografia torácica, análises laboratoriais e painel viral para despistar outras infeções.
Os resultados confirmaram broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo, levando ao início imediato de antibióticos administrados por via intravenosa.
Histórico de saúde marcado por cirurgias após atentado de 2018
O estado de saúde de Bolsonaro tem sido acompanhado de perto desde o atentado ocorrido durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora. Desde então, o ex-presidente foi submetido a 14 cirurgias, das quais 10 relacionadas com complicações do ferimento abdominal e procedimentos posteriores.
Entre os problemas recorrentes está o soluço crónico, que pode provocar refluxo e permitir a entrada de substâncias nas vias respiratórias, aumentando o risco de infeções pulmonares.
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As cirurgias mais recentes foram realizadas em dezembro de 2025, incluindo uma herniorrafia inguinal bilateral para corrigir hérnias na região da virilha e dois procedimentos destinados a bloquear o nervo frénico, com o objetivo de reduzir os episódios persistentes de soluço.
Apesar da gravidade do quadro atual, os médicos sublinham que a intervenção rápida e o início imediato do tratamento contribuem para reduzir o risco associado à infeção.

