O conflito alargado entre os Estados Unidos, Israel e o Irão entrou no quarto dia consecutivo de confrontos, com novos ataques registados em Teerão e Beirute e um agravamento da instabilidade em vários países do Médio Oriente. O Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu que “o mais duro ainda está para vir”, sugerindo que uma nova vaga de bombardeamentos contra o Irão poderá estar iminente.

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Ataques em Teerão e Beirute marcam nova escalada militar
As Forças de Defesa de Israel confirmaram, através da rede social X, a realização de “ataques simultâneos e direcionados contra alvos militares em Teerão e Beirute”. A ofensiva surge após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no sábado, num ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel.
Em resposta, o Irão lançou ataques contra Israel e contra Estados do Golfo considerados aliados de Washington. A Arábia Saudita confirmou que a embaixada norte-americana em Riade foi atingida por dois drones, provocando um incêndio limitado e danos materiais ligeiros.
Entretanto, a agência iraniana Fars, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, noticiou a destruição do quartel-general de comando de uma base aérea norte-americana no Bahrein. Desde o início da operação militar norte-americana, denominada “Operation Epic Fury”, foram mortos seis militares dos EUA.
EUA prometem “os ataques mais duros” e admitem conflito prolongado
Numa entrevista à CNN, Donald Trump afirmou que está prevista uma “grande” vaga de ataques aéreos contra o Irão e admitiu que o conflito poderá prolongar-se por quatro a cinco semanas. O Presidente indicou que os objetivos passam por destruir as capacidades de mísseis iranianas, a marinha do país e impedir qualquer avanço no desenvolvimento de armas nucleares.
Numa publicação na rede Truth Social, Trump declarou que os Estados Unidos dispõem de um stock “virtualmente ilimitado” de munições de médio alcance, garantindo que o país está preparado para sustentar o esforço militar pelo tempo necessário. O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, reforçou a posição de Washington, advertindo que “os ataques mais duros ainda estão por vir”.
Paralelamente, as autoridades norte-americanas apelaram à saída imediata de cidadãos dos EUA de 14 países da região, incluindo o Egito, devido a “riscos sérios de segurança”.
Reino Unido mantém posição cautelosa face à ofensiva
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer distanciou-se da estratégia norte-americana, afirmando no Parlamento que o seu Governo “não acredita em mudanças de regime a partir do céu”. O líder britânico reiterou que qualquer envolvimento do Reino Unido deverá ter base legal e um plano viável.
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Trump criticou a decisão de Londres de não permitir que aviões norte-americanos utilizassem bases britânicas para os ataques iniciais. Ainda assim, infraestruturas conjuntas, como a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, e a RAF Fairford, em Gloucestershire, poderão ser usadas para ações defensivas destinadas a proteger países sob ataque iraniano.
Espaço aéreo encerrado e britânicos retidos na região
O agravamento do conflito levou ao encerramento de vastas áreas do espaço aéreo do Médio Oriente. Mais de 100 mil cidadãos britânicos registaram-se junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, enquanto decorrem planos de evacuação.
Alguns voos de repatriamento começaram, contudo, a operar. Na segunda-feira à tarde, um voo da Etihad Airways com cidadãos britânicos retidos aterrou no aeroporto de Heathrow, segundo dados de rastreamento aéreo.
O conflito continua a expandir-se, com ataques a infraestruturas petrolíferas e de gás natural em Estados do Golfo aliados de Washington, aumentando o receio de uma desestabilização regional prolongada.

