Irão sob ameaça: Trump promete ataque devastador

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que o Irão poderá ser “eliminado numa única noite” caso não reabra o Estreito de Ormuz até ao prazo imposto por Washington.

Donald Trump
Irão sob ameaça: Trump promete ataque devastador © AFP via Getty Images

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Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, Trump estabeleceu como limite a noite de terça-feira, exigindo que Teerão chegue a um acordo sob pena de enfrentar uma ofensiva militar de grande escala. “O país inteiro pode ser eliminado numa noite, e essa noite pode ser já amanhã”, afirmou.

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, indicou que as operações militares já em curso poderão intensificar-se, com um volume de ataques superior ao registado no início da ofensiva. Segundo o responsável, novas ações ainda mais contundentes poderão ocorrer no dia seguinte ao prazo definido.

ONU alerta para possíveis crimes de guerra e violação do direito internacional

As declarações de Trump suscitaram forte preocupação internacional, sobretudo após o Presidente norte-americano afirmar não estar “minimamente preocupado” com a possibilidade de cometer crimes de guerra ao ameaçar infraestruturas civis, como centrais elétricas e pontes.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou que ataques contra infraestruturas civis são proibidos pelo direito internacional, sublinhando que tais ações podem constituir violações graves das normas internacionais.

Especialistas em direito internacional também manifestaram preocupação, indicando que eventuais ataques dos EUA poderão infringir a Carta das Nações Unidas e ser classificados como crimes de guerra.

Negociações falham e Irão rejeita cessar-fogo temporário

Paralelamente à escalada de tensão, esforços diplomáticos para alcançar um cessar-fogo têm enfrentado dificuldades. O Irão recusou uma proposta de trégua temporária em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, considerando que tal permitiria aos adversários reorganizar forças antes de retomar o conflito.

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O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que o país defende o fim definitivo das hostilidades, rejeitando soluções provisórias. Acrescentou ainda que as propostas apresentadas pelos Estados Unidos são “excessivas, incomuns e ilógicas”.

Apesar de negociações em curso que incluem a possibilidade de um cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo mais amplo, tanto Washington como Teerão demonstram relutância em aceitar os termos propostos.

Escalada militar e troca de acusações agravam conflito

Nos últimos dias, a retórica agressiva intensificou-se, com Trump a reiterar ameaças de destruição em larga escala. As declarações têm sido amplamente criticadas, incluindo por membros de ambos os partidos políticos nos Estados Unidos.

Do lado iraniano, autoridades classificaram os comentários do Presidente norte-americano como “desequilibrados” e “irracionais”.

Entretanto, o conflito no terreno também se agravou. O Irão acusou os EUA e Israel de terem provocado dezenas de vítimas em ataques recentes, tendo respondido com o lançamento de mísseis contra alvos israelitas e na região do Golfo.

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Por sua vez, Israel afirmou ter atingido instalações estratégicas iranianas, incluindo uma unidade petroquímica, bem como eliminado um alto responsável dos serviços de informações da Guarda Revolucionária.

A situação mantém-se volátil, com receios crescentes de uma escalada militar de maiores dimensões no Médio Oriente.

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