O Reino Unido enfrenta um dos inícios de ano mais chuvosos de que há registo, com precipitação contínua desde 1 de janeiro de 2026. Até ao momento, não foi registado qualquer dia completamente seco em todo o território britânico, uma situação considerada invulgar pelos especialistas e que tem gerado preocupação entre autoridades e população.

Perante este cenário, o Met Office emitiu um novo aviso amarelo para chuva intensa no sudoeste do país. O alerta estará em vigor esta segunda-feira, entre as 12h00 e as 23h59, prevendo-se períodos de chuva forte durante a tarde e a noite, com risco acrescido de inundações localizadas, interrupções na circulação rodoviária e atrasos nos transportes públicos.
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A região de Dorset surge como uma das mais afetadas, concentrando grande parte dos avisos ativos, devido à saturação dos solos e à subida dos níveis dos rios. O aviso estende-se ainda a várias cidades, incluindo Cardiff, Swansea, Exeter, Plymouth e Portsmouth, bem como à Ilha de Wight.
Agência do Ambiente mantém centenas de alertas de cheia
A persistência da chuva levou a Agência do Ambiente a manter mais de 200 alertas de cheia em todo o Reino Unido, além de 88 avisos classificados como graves, que indicam risco significativo para habitações, infraestruturas e segurança das populações.
Em diversas zonas, os efeitos acumulados da precipitação têm agravado a vulnerabilidade dos terrenos, dificultando a absorção da água e aumentando a probabilidade de cheias repentinas. No Aeroporto de Exeter, no condado de Devon, foi registada chuva em todos os dias de 2026 até à data, um facto que ilustra a intensidade e a persistência do fenómeno.
No nordeste da Escócia e no sul de Inglaterra, os valores de precipitação registados apenas na primeira semana de fevereiro já igualaram ou ultrapassaram a média mensal esperada, reforçando a perceção de um inverno particularmente severo.
Longo período sem sol agrava condições meteorológicas
Para além da chuva constante, algumas regiões enfrentam uma ausência prolongada de sol, o que tem contribuído para um agravamento das condições climáticas. Na cidade de Aberdeen, na Escócia, os residentes não registam qualquer período de sol desde 21 de janeiro, estabelecendo o mais longo intervalo sem insolação desde o início dos registos meteorológicos, em 1957.
Especialistas alertam que a combinação entre precipitação contínua, céu nublado e temperaturas baixas pode ter impactos negativos no bem-estar da população, aumentando a sensação de frio e afetando o humor e a saúde mental durante os meses de inverno.
Previsões afastam melhoria significativa nas próximas semanas
De acordo com o Met Office, não existem sinais de uma alteração substancial no padrão atmosférico a curto prazo. A meteorologista Becky Mitchell afirmou que as previsões atuais indicam a manutenção de chuva diária nas próximas semanas, sublinhando que o tempo deverá continuar instável ao longo de grande parte de fevereiro.
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A especialista acrescentou ainda que existe a possibilidade de uma descida gradual das temperaturas, o que poderá resultar em episódios de neve em algumas regiões, sobretudo em áreas mais elevadas.
Também o meteorologista Dan Stroud reforçou a falta de perspetivas de melhoria, afirmando que, para já, não há indícios de um fim próximo para este período prolongado de mau tempo. Segundo o especialista, a tendência aponta para a continuidade de condições húmidas e frias, prolongando um início de 2026 já marcado por sucessivos alertas meteorológicos e elevados níveis de risco associados às inundações.

