A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a origem do incêndio que deflagrou na madrugada deste domingo nas instalações do hotel do empreendimento turístico Na Praia, situado em Tróia, no concelho de Grândola, no distrito de Setúbal. O fogo não provocou vítimas, mas causou danos numa parte do edifício que se encontrava em fase final de construção.

De acordo com fonte da PJ, citada pela agência Lusa, investigadores do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal deslocaram-se ao local durante a manhã para realizar perícias técnicas e recolher indícios que permitam determinar as circunstâncias em que o incêndio teve início.
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O fogo, cuja origem permanece desconhecida, atingiu alguns quartos localizados na zona central do hotel. A unidade hoteleira encontrava-se na fase final de acabamentos, preparando-se para iniciar atividade nos próximos meses. A área afetada corresponde à parte central do edifício principal, onde decorriam ainda trabalhos de preparação antes da abertura oficial ao público.
As autoridades estão agora a analisar o cenário do incêndio para perceber se o mesmo poderá ter tido origem acidental ou se existem outros fatores que tenham contribuído para a sua deflagração.
Danos limitados a um edifício do hotel do projeto Na Praia
Em comunicado divulgado à imprensa, o promotor do projeto Na Praia, o empresário português José António Uva, confirmou que o incêndio provocou danos parciais no hotel, mas sublinhou que apenas uma parte do empreendimento foi afetada.
“O hotel Na Praia ficou parcialmente afetado na sequência do incêndio que deflagrou esta madrugada, não causando quaisquer vítimas”, afirmou o responsável.
Segundo explicou, apenas um dos edifícios do hotel sofreu danos, numa extensão aproximada de 50 metros. O restante complexo turístico não registou prejuízos significativos.
As unidades de alojamento individuais, as áreas públicas, o restaurante e a zona de serviços não foram atingidos pelo fogo, mantendo-se em condições normais.
O projeto turístico Na Praia, em Tróia, é um dos novos empreendimentos da região e integra diversas estruturas de alojamento e lazer, concebidas para reforçar a oferta turística do litoral alentejano. A unidade hoteleira afetada pelo incêndio representava uma das peças centrais do empreendimento.
Abertura do hotel será adiada após avaliação dos danos
O hotel tinha abertura oficial prevista para o mês de junho deste ano, mas o calendário de inauguração deverá agora sofrer alterações devido aos danos provocados pelo incêndio.
De acordo com José António Uva, será necessária uma avaliação detalhada da situação em articulação com as autoridades e parceiros do projeto antes de avançar com um novo prazo para a abertura.
“Após a necessária avaliação junto das autoridades públicas e parceiros, começaremos já amanhã os trabalhos para o completo restabelecimento da zona afetada, de forma a podermos realizar a abertura do hotel o mais breve possível”, garantiu o promotor.
Os trabalhos de recuperação deverão concentrar-se sobretudo na zona central do edifício afetado, com o objetivo de repor as condições de segurança e concluir os acabamentos que estavam em curso no momento em que o incêndio ocorreu.
Apesar do incidente, os responsáveis pelo projeto asseguram que o objetivo continua a ser abrir a unidade hoteleira assim que estejam reunidas todas as condições necessárias.
Operação mobilizou dezenas de bombeiros e vários meios de emergência
O alerta para o incêndio foi dado aos bombeiros às 4h40 da madrugada deste domingo. As chamas mobilizaram um vasto dispositivo de combate ao fogo, envolvendo diversas corporações da região e de distritos vizinhos.
Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, o incêndio foi considerado dominado por volta das 14h30, após várias horas de trabalho no terreno.
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No total, estiveram envolvidos cerca de 90 operacionais, apoiados por 35 veículos de diferentes corporações de bombeiros do Alentejo Litoral, da Península de Setúbal, do Alentejo Central e do Baixo Alentejo.
Além dos bombeiros, marcaram presença no local elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), do Serviço Municipal de Proteção Civil de Grândola e da Polícia Judiciária, que assumiu a investigação para apurar as causas do incêndio.
As autoridades continuam agora a recolher informação e a analisar os vestígios deixados pelo fogo, num processo que poderá ajudar a esclarecer o que esteve na origem do incidente que afetou parcialmente o hotel do empreendimento turístico Na Praia, em Tróia.

