Um incêndio de grandes proporções numa discoteca em Crans-Montana, estância de inverno no cantão de Valais, na Suíça, provocou pelo menos 47 mortos e dezenas de feridos em estado crítico nas primeiras horas do Ano Novo de 2026. Entre as vítimas encontra-se o jovem futebolista francês Tahirys Dos Santos, que sofreu ferimentos graves e permanece hospitalizado.

Tahirys Dos Santos transferido de urgência após sofrer queimaduras severas
O FC Metz confirmou que Tahirys Dos Santos, jogador de 19 anos que actua pela equipa de reservas do clube francês, ficou gravemente ferido, com queimaduras severas, após o incêndio no bar Le Constellation, que deflagrou por volta das 1h30 da madrugada.
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O atleta encontrava-se num chalé com amigos a celebrar a passagem de ano quando ocorreu a tragédia. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transportado de helicóptero para a Alemanha, onde permanece sob cuidados médicos especializados.
Em comunicado oficial, o FC Metz manifestou profundo choque com o sucedido e garantiu total apoio ao jogador e à sua família. O clube revelou ainda que está a colaborar com as autoridades médicas para transferir Tahirys Dos Santos para o Mercy Hospital, localizado perto da sua residência, assim que o seu estado clínico o permitir.
Jovem golfista italiano identificado como primeira vítima mortal
As autoridades confirmaram entretanto a identidade da primeira vítima mortal do incêndio: Emanuele Galeppini, golfista italiano de apenas 16 anos, considerado um talento promissor da modalidade. O jovem, que residia no Dubai, foi homenageado oficialmente pela Federação Italiana de Golfe, que lamentou a sua morte num comunicado emotivo.
Segundo a federação, Galeppini destacava-se não apenas pelo talento desportivo, mas também pelos valores humanos que transmitia. O jovem encontrava-se na discoteca no momento em que o fogo se propagou rapidamente pela cave do edifício, obrigando dezenas de pessoas a fugir em pânico.
Buscas, desaparecidos e dificuldades na identificação das vítimas
Após o incêndio, o pai do jovem golfista, Edoardo Galeppini, chegou a lançar um apelo público desesperado para localizar o filho, depois de não obter qualquer contacto desde a madrugada. A confirmação do óbito só foi possível horas mais tarde, após trabalho das autoridades.
De acordo com informações oficiais, pelo menos 12 cidadãos italianos continuam desaparecidos, e há registo de vítimas e feridos de várias nacionalidades, incluindo franceses, italianos e australianos. As autoridades admitem que o número de mortos pode ainda aumentar, uma vez que cerca de 100 feridos se encontram em estado crítico.
A identificação das vítimas tem-se revelado particularmente complexa devido à gravidade das queimaduras. Equipas forenses estão a recorrer a análises dentárias e testes de ADN, um processo que poderá demorar vários dias.
Autoridades alertam para cenário ainda em evolução
O responsável pela segurança do cantão de Valais alertou que o balanço da tragédia poderá agravar-se. Já o presidente do governo cantonal sublinhou que a prioridade absoluta é garantir a correcta identificação de todas as vítimas antes de prestar informações definitivas às famílias.

O presidente da câmara de Crans-Montana reforçou que se trata de uma situação extremamente sensível e que apenas dados confirmados serão divulgados oficialmente, num esforço para respeitar a dor das famílias afectadas.
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O incêndio no Le Constellation é já considerado uma das maiores tragédias recentes em espaços nocturnos na Suíça, levantando questões sobre segurançay, evacuação e condições estruturais do edifício.

