Um homem reformado de 67 anos foi condenado após ter sido apanhado a filmar por baixo das saias de mulheres em espaços comerciais, utilizando um telemóvel preso ao sapato. O caso ocorreu no Reino Unido e foi denunciado por uma cliente numa loja Aldi, em Langley Park.

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Anthony Wickham, antigo carpinteiro, colocava o dispositivo com a câmara virada para cima e aproximava-se das vítimas em supermercados, lojas de roupa e centros comerciais. Num dos vídeos encontrados, o próprio aparece a prender o telemóvel ao pé direito antes de circular pelos estabelecimentos.
A situação veio a público quando uma mulher, acompanhada pelo filho, desconfiou do comportamento do arguido e o confrontou. Ao recusar mostrar o equipamento escondido, abandonou o local. As imagens de videovigilância confirmaram posteriormente movimentos suspeitos, incluindo a colocação do pé por baixo das saias de várias mulheres.
Investigação revelou padrão de voyeurismo e material ilegal
Após a denúncia, a polícia lançou um apelo público que permitiu identificar o suspeito através de imagens de CCTV. A investigação revelou um padrão de comportamento voyeurista, sustentado por pesquisas online relacionadas com pornografia, “upskirting” e câmaras ocultas.
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Durante buscas à residência, as autoridades apreenderam vários dispositivos eletrónicos que continham provas das atividades ilícitas. Entre o material analisado estavam vídeos do arguido a preparar o esquema e a circular em lojas enquanto gravava mulheres sem consentimento.
Foram ainda encontrados ficheiros de teor sexual envolvendo menores, com idades entre os sete e os 14 anos, bem como imagens de uma mulher numa casa de banho. Apesar disso, não foi possível provar que o arguido tenha produzido diretamente esse conteúdo.
Tribunal condena arguido e impõe medidas de reabilitação
Em tribunal, Wickham declarou-se culpado de vários crimes, incluindo a captação de imagens íntimas sem consentimento e a utilização de equipamento para observar terceiros em atos privados com fins de gratificação sexual. Durante o processo, afirmou sentir-se “infeliz, isolado e sexualmente frustrado” ao longo do seu casamento.
O juiz Gareth Branston classificou os atos como “repugnantes e profundamente violadores”, destacando o impacto significativo nas vítimas. Uma das mulheres afetadas relatou sentimentos de humilhação e ansiedade, referindo que deixou de se sentir segura em espaços públicos.
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Apesar da gravidade dos factos, o tribunal considerou existir potencial de reabilitação. O arguido foi condenado a seis meses de prisão, pena suspensa por 18 meses.
Como parte da sentença, terá de participar num programa de reabilitação supervisionado, cumprir sessões adicionais de acompanhamento e ficará sujeito a uma ordem de prevenção de danos sexuais. Ficará ainda inscrito como infrator sexual durante 10 anos e terá de pagar custas judiciais.

